Alemanha acusa Rússia de "ataques híbridos"
12 de dezembro de 2025
Um porta-voz do Ministério alemão dos Negócios Estrangeiros declarou que "o serviço de informações militares russo GRU é responsável" por um ciberataque, ocorrido em agosto de 2024 contra o controlo de tráfego aéreo alemão, e que Berlim "atribui claramente ao coletivo 'hacker' APT28, também conhecido como Fancy Bear".
Por outro lado, o Governo alemão revelou que pode agora anunciar "formalmente que a Rússia, através da campanha Storm 1516, tentou influenciar e desestabilizar tanto as recentes eleições [realizadas em fevereiro] legislativas como, de forma contínua, como os assuntos internos da República Federal da Alemanha", prosseguiu o mesmo porta-voz.
Contactada pela agência de notícias France-Presse (AFP), a embaixada da Rússia em Berlim não respondeu até ao momento.
Nas mesmas declarações, o porta-voz da diplomacia alemã anunciou que, "em estreita consulta" com os parceiros europeus, Berlim vai avançar com "uma série de medidas de retaliação para fazer com que a Rússia pague o preço pelos seus ataques híbridos".
A Alemanha "apoiará novas sanções individuais contra atores híbridos" a nível da União Europeia (UE), que incluirão "proibições de entrada" no espaço do bloco europeu, "o congelamento dos seus ativos e a proibição de acesso a recursos económicos", segundo a mesma fonte.
Desde a invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, que os países europeus acusam a Rússia de travar uma guerra "híbrida" contra eles - uma combinação de métodos pouco convencionais que podem incluir sabotagem ou campanhas de desinformação. Como principal apoiante da Ucrânia na Europa, a Alemanha considera-se um alvo principal destes ataques.