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ANAMOLA sobre julgamento de Mondlane: "Nós queremos justiça"

29 de agosto de 2026

ANAMOLA reafirma "apoio incondicional" ao presidente do partido, Venâncio Mondlane, que foi notificado para responder em tribunal por cinco crimes. Partido espera que o processo seja conduzido "com independência".

Venâncio Mondlane, Presidente do ANAMOLA
ANAMOLA espera que o processo contra Venâncio Mondlane seja conduzido "com independência"Foto: DW

Em Moçambique, o ANAMOLA comunicou, este sábado (29.08), a sua posição oficial acerca da marcação do julgamento do presidente do partido, Venâncio Mondlane

O político foi esta semana notificado para responder em tribunal por cinco crimes, incluindo desobediência e incitação ao terrorismo, relacionados com as manifestações pós-eleitorais. O julgamento, segundo Mondlane, deverá arrancar nos próximos dois a três meses.

Em conferência de imprensa em Sofala, transmitida pela página oficial do ANAMOLA no Facebook, o partido foi claro: "Nós queremos justiça, porque serenidade não significa silêncio. Respeito pelas instituições não pode significar confiança às cegas. E a defesa da paz não pode significar a aceitação da injustiça".

Segundo Manuela Veloso, porta-voz da comissão executiva do partido, o ANALOLA "espera que o processo seja conduzido com independência, imparcialidade, coragem, transparência e absoluto respeito pela Constituição e pelas leis da República de Moçambique"

"Prova de fogo para a justiça moçambicana"

Para o ANAMOLA o processo contra Mondlane é "uma verdadeira prova de fogo para a justiça moçambicana".

"Está em causa a credibilidade das instituições de justiça perante o povo moçambicano e perante a história deste país. O povo está atento e saberá avaliar as instituições que foram capazes de decidir. Esperamos, por isso, que o Tribunal Supremo esteja à altura das responsabilidades históricas que tem diante de si", disse ainda Manuela Veloso.

O partido lembrou, na conferência de imprensa, a "atuação desproporcional por parte das forças de defesa (...) onde cerca de 500 moçambicanos foram mortos" durante as manifestações pós-eleitorais.

"A pergunta que nós, como partido, fazemos é legitima e simples.: a Procuradoria-Geral da República não viu essas mortes?"

O ANAMOLA apelou ao Tribunal Supremo para que "crie as condições necessárias para que os moçambicanos possam acompanhar em direto o processo histórico do julgamento" de Mondlane, pois é "do interesse de todo o povo moçambicano".

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