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Angola apela à paz e à contenção no Médio Oriente

2 de março de 2026

Angola manifesta "extrema" preocupação com a escalada do conflito no Médio Oriente, após ataques no Irão e retaliações em vários países da região, apelando à redução das tensões e ao respeito pelo Direito internacional.

Uma nuvem de fumo, causada por um ataque iraniano, é vista ao fundo, enquanto aviões da Emirates estão estacionados no Aeroporto Internacional do Dubai
Aviões da Emirates estacionados após o encerramento do Aeroporto Internacional do DubaiFoto: Altaf Qadri/AP Photo/dpa/picture alliance

O Governo da República de Angola disse hoje que "acompanha com extrema preocupação a grave escalada do conflito no Médio Oriente" após os ataques que se registaram este fim-de-semana no Irão e "subsequentes retaliações que se verificaram nos Emirados Árabes Unidos, Reino da Arábia Saudita, Reino do Bahrein, Estado do Qatar, Estado do Kuweit e Sultanato de Oman."

Numa declaração sobre a atual situação no Médio Oriente divulgada esta segunda-feira /02.03), a presidência da República de Angola "expressa a sua profunda solidariedade para com os povos e as vítimas afetadas pelo conflito."

"Face às graves ocorrências que perigam a estabilidade naquela região com efeitos nefastos para paz mundial", Angola sublinha ainda "a urgente necessidade da redução das tensões e do pleno respeito pelo Direito internacional, em harmonia com a Carta das Nações Unidas e os princípios do respeito pela soberania, integridade territorial e da não-agressão."

Angola também "exorta a todas as partes a exercerem máxima contenção e a privilegiarem o diálogo através dos canais diplomáticos, envidando esforços com vista à cessação imediata das hostilidades, restabelecendo assim a paz e a estabilidade regionais."

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Altos dirigentes mortos nos ataques

Após 36 anos no poder, o aiatolá Ali Khamenei foi morto em Teerão nos ataques de Israel e dos EUA contra o Irão. A morte de Khamenei não alterará o rumo da guerra a curto prazo, defende o especialista em Médio Oriente Farzan Sabet. “Na minha opinião, a eliminação de líderes individuais não conduzirá imediatamente a um colapso rápido do sistema”, afirmou à DW.

“Do ponto de vista militar e da política de segurança, o Irão parece ter-se preparado para uma possível escalada há cerca de mês e meio e também tem experiência do conflito de 12 dias do ano passado”, afirmou. “Como resultado, unidades militares mais pequenas em todo o país conseguem continuar as operações com base em planos de ação previamente desenvolvidos, mesmo sem ordens diretas do quartel-general.” O sistema descentralizado do Irão mantém a sua capacidade de ação, acrescentou.

Segundo a televisão estatal iraniana, outras figuras-chave do Irão foram mortas numa reunião do Conselho de Defesa, incluindo Mohammad Pakpour, chefe dos Guardas Revolucionários, o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh, e Abdolrahim Mousavi, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas.

Ainda assim, Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, afirmou numa entrevista à televisão estatal iraniana que será em breve criado um conselho de liderança provisório para supervisionar a transição política do poder.

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