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CriminalidadeAngola

Angola deteve mais de 40 mil pessoas em 2022

Lusa
21 de dezembro de 2022

Angola registou até novembro deste ano 58.765 crimes de vários tipos, 36.818 foram esclarecidos e levaram à detenção de 40.211 pessoas, divulgou o ministro do Interior. Este ano foram registados menos crimes, destacou.

Foto: John Wessels/AFP

O governante frisou que foram registados menos 1.178 crimes comparativamente ao período homólogo de 2021, destacando-se os homicídios voluntários, agressões sexuais, ofensas à integridade física, raptos, roubos e furtos.

Eugénio Laborinho avançou, na terça-feira, os dados no discurso de encerramento, hoje distribuído à imprensa, do conselho consultivo alargado do Ministério do Interior, que reuniu por dois dias em Luanda, capital de Angola.

O ministro exortou aos órgãos que compõe o departamento ministerial a redobrarem as ações operativas e intensificarem as medidas de prevenção e combate ao crime organizado, porte e uso ilegal de arma de fogo, ofensas à integridade física, roubos, burlas, danos e furtos de bens públicos, imigração ilegal, contrabando de combustíveis e de mercadorias, bem como outros crimes transfronteiriços, para uma quadra festiva tranquila.

Ao Serviço de Proteção Civil e Bombeiros, Eugénio Laborinho apelou ao reforço das medidas preventivas e de sensibilização à população, para evitar afogamentos e incêndios, que são suscetíveis de se registar, nesta fase do ano, bem como garantir celeridade e eficiência no socorro às vítimas de acidentes de viação e desastres, em caso de ocorrência.

"Por seu turno, o Serviço Penitenciário deve redobrar as medidas de segurança nos Estabelecimentos Penitenciários e criar condições para que os reclusos tenham uma boa quadra festiva, apesar de estarem distantes das suas famílias", determinou o ministro.

Insegurança, criminalidade e combate ao crime em Luanda

01:21

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É preciso melhorar nível de instrução

O titular da pasta do Interior sublinhou a necessidade do melhoramento do nível de instrução do efetivo a distintos níveis.

"Precisamos de melhorar o nível de instrução do efetivo a distintos níveis, não só do ponto de vista tático e operacional, mas, também, do ponto de vista ético e cívico, no sentido de adotarem uma conduta digna e exemplar no exercício das suas funções", salientou o ministro.

Eugénio Laborinho reiterou o apelo aos cidadãos para respeitarem e colaborarem com as autoridades policiais, na denúncia dos "delinquentes e infratores" e que se abstenham "da prática de atos de incivilidades e de condutas que resultem em crimes".

"Pois os excessos e as emoções podem levar ao infortúnio no seio da família, transformando um momento de alegria em tristeza. Nesta quadra festiva, e não só, pretendemos promover um maior diálogo entre os órgãos do Ministério do Interior e a população, sobretudo a juventude, as igrejas, as autoridades tradicionais e outras franjas da sociedade civil, intensificando as ações conducentes ao resgate dos valores morais e cívicos, incluindo o respeito às leis e à salvaguarda dos bens públicos", frisou.

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