Angola: Para quando o reforço da segurança pública?
2 de setembro de 2026
Em Angola, não é difícil encontrar uma vítima de episódios que atentam contra a segurança pública.
"Estava a dormir e quando acordei no dia seguinte não encontrei a botija e o plasma”, relata um morador.
Em Luanda, na zona do Paraíso, há quem diga que o nome da circunscrição contrasta com o que acontece na região.
À DW, o mototaxista João Gaspar relata casos de assalto, sequestro relâmpago e até de ameaças de morte.
"A cada dia que passa acontecem mais assaltos. Marginais vêm nos assaltar, fazem-se passar por passageiros e nos levam para lugares distantes. Chegando lá, tiram a pistola ou a faca e chegam a matar”, conta.
Diante dessa realidade, a população lança um grito de socorro. Morais Sequele pede o reforço do patrulhamento.
"Tem de feita a vigilância, o patrulhamento nos bairros, para termos segurança pública. Esta semana houve tiroteio na rua direita de Caxito. Não está bom assim”, lamenta.
A DW contactou, sem sucesso, o gabinete de comunicação do Comando Geral da Polícia Nacional. No Bengo, a coorporacão fala na redução de 215 crimes nos primeiros seis meses deste ano. O subinspetor Mariano Huhi relata, no entanto, um aumento da criminalidade de janeiro a junho, na província.
"Registou-se um aumento de mais 37 nas ofensas e integridade física e mais quatro de casos de agressões sexuais. Foram esclarecidos 626 crimes, tendo alcançado uma operatividade na ordem dos 76%. O comando provincial aconselha aos cidadãos a absterem-se de práticas criminosas, pois o crime não compensa”, apelou Huhi.