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DesastresAngola

Benguela: "Calamidade de grandes dimensões"

14 de abril de 2026

Governador de Benguela classifica cheias que atingiram a província de Benguela como uma "calamidade de grandes dimensões", admitindo a existência de outras zonas vulneráveis ao longo do rio Cavaco.

Foto de arquivo
O governador alertou para outras áreas vulneráveis ao longo do rio (foto de arquivo) Foto: Gamo Zone Government Communication Office

O governador de Benguela, Manuel Nunes Júnior, anunciou a realização de um estudo técnico aprofundado para encontrar uma solução definitiva após a rutura do dique que provocou o transbordo do rio Cavacoinundações no domingo.

Nunes Júnior reconheceu que o problema não se limita ao ponto da rutura, e alertou para outras áreas vulneráveis ao longo do rio, defendendo "um trabalho completo" e "um estudo rigoroso" que evite novos episódios.

Dados oficiais apontam para cerca de 8 mil desalojados, muitos com casas destruídas ou inabitáveis. O balanço mais recente indica oito mortos e mais de 1.600 pessoas resgatadas, números ainda em atualização.

Neste momento, decorrem trabalhos de emergência, incluindo a reparação de um troço de cerca de 300 metros do dique. A intervenção já está em curso e poderá fechar a brecha em seis a sete dias, embora seja considerada provisória.

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Centro de Acolhimento

A resposta inclui a criação de centros de acolhimento, como o do Antigo Campismo, onde estão cerca de 4.500 pessoas. O espaço dispõe de apoio médico, estrutura para tratamento de casos de cólera e instalação de latrinas com condições mínimas de privacidade.

Perante críticas sobre falta de assistência, o governador afirmou que a ajuda disponível é a possível no contexto atual, destacando o contributo da sociedade civil, sobretudo em logística e alimentação. No local, funciona ainda uma cozinha comunitária, gerida pelos próprios desalojados, que assegura três refeições diárias.

A nível institucional, foram mobilizadas estruturas de proteção civil e vários ministérios, incluindo Finanças e Ação Social. O governante sublinhou que, em situação de calamidade, os processos de contratação são agilizados para garantir rapidez na aquisição de bens essenciais e na resposta à emergência.

A visita do Presidente da República de Angola, João Lourenço,prevista para quarta-feira, é vista como um reforço da resposta. O chefe de Estado deverá visitar as zonas mais afetadas, contactar com as populações deslocadas e reunir-se com a Comissão Nacional de Proteção Civil para avaliar a dimensão da crise e as medidas em curso.

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