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PolíticaBrasil

Brasil: Bolsonaro vence e vai à segunda volta com Lula

5 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro venceu a primeira volta das eleições brasileiras com 47,03% dos votos válidos, à frente de Lula da Silva, que tenta a reeleição e que ficou no segundo lugar com 45,16%.

Os candidatos presidenciais brasileiros Flávio Bolsonaro e Lula da Silva
Foto: Alexandre Meneghini/Pilar Olivares/REUTERS

O filho mais velho de Jair Bolsonaro somou no domingo (04.10) mais de 56 milhões de votos, cerca de dois milhões acima de Lula da Silva e aproximadamente dois milhões acima do resultado do pai na primeira volta de 2022.

Flávio Bolsonaro chegou mesmo a apresentar resultados que o davam perto da vitória logo na primeira volta das presidenciais no Brasil, mas foi perdendo força à medida que foram sendo contabilizados os votos da região Nordeste do país, bastião político da esquerda brasileira.

As sondagens já tinham mostrado, nas últimas semanas, uma tendência de subida de Flávio, candidato do Partido Liberal (PL) por indicação do pai, que se encontra em prisão domiciliária após ter sido condenado por tentativa de golpe de Estado.

No entanto, nem a Quaest nem a Datafolha, as duas empresas de sondagens mais relevantes do Brasil, previram uma vitória clara do senador.

Para a segunda volta, as sondagens publicadas antes de domingo apontavam para uma disputa muito renhida, com Lula e Flávio em empate técnico.

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"Povo quer mudança"

Flávio disse estar "muito feliz" com o resultado na primeira volta, declarou "ser o fim da era do PT" e que o "povo quer mudança".

O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro mostrou-se "confiante na vitória na segunda volta, em 25 de outubro".

Flávio referiu ainda a crise no Supremo Tribunal Federal brasileiro, a qual, disse, foi determinante para que os brasileiros votassem nele para uma mudança, uma vez que, caso seja eleito, poderá indicar quatro novos juízes até 2030.

Disse ainda ser o único candidato que defendeu o fim da possibilidade de reeleição do Presidente, e que só precisa de um mandato para cuidar do povo brasileiro.

Lula reconhece derrota

O atual Presidente brasileiro, Lula da Silva, admitiu hoje que o resultado na primeira volta das presidenciais de domingo foi" inesperado", mas afirmou que a segunda volta será "a hora da prova dos nove".

"Confesso para vocês que eu estava convencido que eu ia ganhar as eleições no primeiro turno", disse, num hotel em São Paulo, rodeado de apoiantes que procuravam animar a sala apesar dos desânimos visíveis.

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Segunda volta

O candidato Flávio Bolsonaro e o atual chefe de Estado brasileiro, Lula da Silva, vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais do Brasil, que decorre no dia 25 de outubro.

As sondagens publicadas antes da votação apontavam para uma disputa muito renhida, com Lula e Flávio em empate técnico.

Lula procura, aos 80 anos, um quarto mandato não consecutivo.

Os dois candidatos que ficaram diretamente atrás de Flávio Bolsonaro e Lula da Silva na primeira volta afirmaram que se manterão neutros na segunda volta.

Tanto o escritor e psiquiatra Augusto Cury, que obteve 2,89% dos votos, como o liberal Renan Santos, que ficou em quarto lugar, com 2,24%, afastaram a possibilidade de apoiar qualquer dos candidatos que disputarão a segunda volta.

O antigo governador de Goiás Ronaldo Caiado (2,18%) afirmou que consultará os dirigentes do seu partido sobre a posição a assumir na segunda volta. Apenas o antigo governador de Minas Gerais Romeu Zema (0,27%) deixou claro que votará contra Lula, como sempre fez.

A participação nas presidenciais do Brasil atingiu 78,92% dos mais de 158 milhões de eleitores convocados às urnas, o que representa uma abstenção de 21,08%, equivalente a pouco mais de 33 milhões de eleitores.

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Bolsonarismo com maior bancada

O Partido Liberal de Flávio Bolsonaro elegeu 19 senadores, e terá a maior bancada na Casa Legislativa com 28 parlamentares, do total de 81 senadores.

O Distrito Federal elegeu Michelle Bolsonaro, a ex-primeira-dama e atual esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que assumirá, pela primeira vez, um mandato na política brasileira.

Em Santa Catarina, o destaque vai para Carlos Bolsonaro, o filho "02" de Jair Bolsonaro, que deixou o Rio de Janeiro para se mudar para o estado do sul brasileiro, bastião da extrema-direita do bolsonarismo.

Em São Paulo, as ex-ministras de Lula da Silva do Meio Ambiente, Marina Silva, e do Planejamento, Simone Tebet, foram derrotadas por dois candidatos da direita, sendo um deles do próprio PL.

A maioria dos ministros do governo do presidente que deixaram seus cargos para disputar as eleições de domingo também perdeu nas urnas.

Os resultados dos ministros que concorreram a um assento na Câmara dos Deputados só serão conhecidos nesta segunda-feira.

Transparência e interferência estrangeira

Entretanto, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil, juiz Kassio Nunes Marques, afirmou que não foi identificado qualquer incidente que possa ser caracterizado como interferência estrangeira nas eleições.

Segundo o presidente do TSE, pareceres do Parlamento do Mercosul e da Organização dos Estados Americanos apontaram transparência e normalidade nas eleições brasileiras.

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