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PolíticaÍndia

BRICS aprovam declaração e defendem reforma da ordem mundial

Redação DW África AP, AFP, EFE, Lusa
12 de setembro de 2026

Os líderes dos BRICS aprovaram por unanimidade a Declaração de Nova Deli, numa cimeira em que Índia e Rússia defenderam reformas na governação mundial e o alargamento do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU).

Putin, Modi, e Xi Jinping na cimeira dos BRICS em Nova Deli, este sábado (12.09)
Os países fundadores dos BRICS são o Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, mas hoje em dia o grupo também integra o Egito, Etiópia, Irão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e IndonésiaFoto: India's Ministry of External Affairs/Handout/REUTERS

Os líderes dos 11 países dos BRICS aprovaram este sábado (12.09), por unanimidade, a Declaração de Nova Deli, superando um dos principais desafios da cimeira, devido às diferentes posições dos membros sobre conflitos internacionais, nomeadamente as guerras na Ucrânia e no Médio Oriente.

Na abertura da sessão, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, apelou à transformação da atual "pirâmide de privilégios" da governação mundial numa "plataforma de parceria" e propôs a elaboração, até à próxima cimeira, de um roteiro com dez propostas de reforma assentes na representação, capacidade de resposta e elaboração de normas.

Modi defendeu que a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas "já não pode ser adiada" e pediu que as negociações tenham prazos e resultados concretos. O chefe do Governo indiano sustentou ainda que o poder de voto e os cargos de liderança nas instituições financeiras internacionais devem refletir melhor o peso das economias emergentes.

Também o Presidente russo, Vladimir Putin, defendeu o alargamento do Conselho de Segurança, com a inclusão de representantes de países da Ásia, África e América Latina, considerando essencial preservar e reforçar o papel central das Nações Unidas num contexto de crescente multipolaridade.

Vladimir Putin: "Recorrem a todo o tipo de artimanhas, incluindo guerras tarifárias, sanções ilegítimas, tentativas de ditadura económica, chantagem, ingerência nos assuntos internos e, simplesmente, força bruta"Foto: Kristina Solovyova/ITAR-TASS/IMAGO

Putin voltou ainda a acusar alguns países de resistirem às mudanças na ordem mundial através de "guerras tarifárias", sanções, ingerência nos assuntos internos e outras formas de pressão, considerando que a eficácia das instituições multilaterais está a diminuir.

"Recusam-se a aceitar a realidade em mudança e procuram conter os seus concorrentes em crescimento por todos os meios possíveis. Recorrem a todo o tipo de artimanhas, incluindo guerras tarifárias, sanções ilegítimas, tentativas de ditadura económica, chantagem, ingerência nos assuntos internos e, simplesmente, força bruta", afirmou.

A cimeira reuniu, entre outros dirigentes, o Presidente chinês, Xi Jinping, o Presidente russo e o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. Os países fundadores dos BRICS são oBrasil, Rússia, Índia, Chinae África do Sul, mas hoje em dia o grupo também integra o Egito, Etiópia, Irão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Indonésia. 

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