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Cabo Delgado: Missão propõe envio de 3.000 militares da SADC

Lusa
27 de abril de 2021

A missão de avaliação da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) deverá propor o envio "imediato" de 2.916 militares para ajudar Moçambique no combate aos grupos armados que aterrorizam a região norte.

Foto: Roberto Paquete/DW

A proposta consta do relatório que a missão vai submeter à reunião extraordinária do Comité Ministerial do Órgão da Política de Defesa e Segurança da SADC, agendada para quarta-feira (28.04) em Maputo, e à Cimeira Extraordinária da Troika da SADC, marcada para quinta-feira, também na capital moçambicana. 

"A equipa de avaliação propõe o destacamento imediato de uma força de alerta da SADC para ajudar as FADM [Forças Armadas de Defesa de Moçambique] no combate à ameaça do terrorismo e atos de extremismo violento em Cabo Delgado", lê-se no documento. 

A maioria dos militares da SADC será constituída por 1.860 elementos de três batalhões de infantaria ligeira, seguidos de 140 elementos de duas unidades de forças especiais e 120 de uma equipa de comunicações. 

Os setores de unidade de engenharia militar e logística serão compostos por 100 efetivos, cada, cabendo às restantes áreas os outros elementos. 

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Em termos de meios, a equipa de avaliação propõe que sejam enviados para Moçambique dois navios de patrulha, um submarino, um avião de vigilância marítima, seis helicópteros, dois drones e quatro aviões de transporte.  

Missão terá quatro fases

A intervenção militar da SADC na guerra em Cabo Delgado deve obedecer a quatro fases, propõe ainda a missão de avaliação da organização regional. 

A primeira será de recolha de informações por terra, ar e mar, visando adquirir um conhecimento profundo do "inimigo", e a segunda será do envio imediato de forças especiais para a condução de operações contra alvos selecionados e eliminação da criminalidade marítima na área de operação. 

A terceira fase consistirá nas operações de pacificação e a quarta na retirada da força da SADC. 

O relatório considera "prioritária" a assistência humanitária aos deslocados internos dos ataques armados em Cabo Delgado e a formação das FADM em "inteligência militar".

A missão de avaliação propõe que deve ser dada formação e treino às FADM para o combate ao terrorismo. 

"As FADM precisam de apoio imediato nos setores aéreo, marítimo e operações terrestres", refere-se no texto.

Para a eficácia da participação da SADC no combate aos grupos armados, a equipa de avaliação propõe a criação de um mecanismo de coordenação que vai integrar uma coordenação das componentes civil e militar e um centro conjunto de informações.

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