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FutebolMarrocos

CAN 2025 arranca em Marrocos com Hakimi em dúvida

bd | AP
20 de dezembro de 2025

A Taça das Nações Africanas arranca este domingo em Marrocos, com os anfitriões favoritos e atentos à recuperação de Hakimi. Salah lidera o Egito na luta por um oitavo título histórico.

Costa do Marfim vence a Taça das Nações Africanas de 2023 após derrotar a Nigéria por 2 a 1
CAN 2025 arranca em MarrocosFoto: Anadolu Agency/IMAGO

A Taça das Nações Africanas (CAN) arranca este fim de semana em Marrocos, com os anfitriões determinados a conquistar o troféu, mas apreensivos quanto à condição física da estrela Achraf Hakimi, num torneio encaixado num calendário já sobrecarregado.

A corrida contra o tempo do capitão marroquino para recuperar de lesão e o futuro de Mohamed Salah no Liverpool prometem dominar as manchetes desta edição da CAN, que decorre até 18 de janeiro.

Mais uma vez, a competição não acontece na data inicialmente prevista, depois de sucessivos adiamentos causados por chuvas sazonais, pandemia, conflitos e até um surto de Ébola. A introdução do Mundial de Clubes alargado obrigou a CAF a reagendar o torneio, que não pode ser jogado em junho (por causa do Mundial) nem em janeiro/fevereiro (devido ao novo formato da Liga dos Campeões).

A solução foi começar em dezembro e prolongar-se pelo Ano Novo, numa altura em que muitas ligas europeias estão paradas — exceto a Premier League, que mantém calendário cheio no Natal. Jogadores como Bryan Mbeumo (Manchester United) podem perder até seis jogos se os Camarões chegarem à final.

Marrocos surge como favorito, iniciando a competição frente às Comores, no novo Estádio Príncipe Moulay Abdellah, em Rabat, com capacidade para 69 mil pessoas. Semifinalista do Mundial 2022 e melhor seleção africana no ranking FIFA (11.º lugar), soma uma série recorde de 18 vitórias consecutivas.

Marrocos estreia-se na CAN com pressão e favoritismoFoto: Kim Price/CSM/ZUMA/picture alliance

Mudança histórica

No sábado, Patrice Motsepe, presidente da Confederação Africana de Futebol, anunciou uma revolução no futebol africano: a partir de 2028, a Taça das Nações Africanas será disputada de quatro em quatro anos, alinhando-se com o Europeu da UEFA. A edição de 2027, prevista para Uganda, Quénia e Tanzânia, mantém-se, mas a seguinte será antecipada para 2028, com a próxima em 2032.

Esta alteração abre espaço para a nova Liga das Nações Africanas, que arrancará em 2029 e contará com as 54 federações do continente, divididas em quatro zonas, com jogos em setembro e outubro e fase final em novembro. "Vamos ter uma competição todos os anos com os melhores jogadores africanos que atuam na Europa e no mundo", afirmou Motsepe, acompanhado pelo secretário-geral da FIFA, Mattias Grafström, que classificou a decisão como "histórica".

Hakimi contra o relógio

A pressão é enorme para um país que só venceu a CAN uma vez, em 1976. A condição física de Hakimi, eleito melhor jogador africano, pode ser decisiva. O lateral do PSG não joga desde 4 de novembro, quando saiu lesionado frente ao Bayern.

Marrocos vai exibir estádios de nível mundial, preparando-se para coorganizar o Mundial 2030 com Espanha e Portugal. Além de Rabat, haverá jogos em Tânger, Casablanca, Marraquexe, Agadir e Fez.

O Egito, liderado por Salah, procura um oitavo título recordista, enquanto a Costa do Marfim defende a conquista de 2024. Senegal, com Sadio Mané, é candidato forte; a Nigéria aposta em Victor Osimhen, considerado "o melhor avançado do mundo" pelo selecionador Eric Chelle. Argélia, campeã em 2019, tenta regressar às vitórias, com Riyad Mahrez e o promissor Mohamed Amoura.

AP Agência de notícias