Canadá, Austrália e Reino Unido reconhecem Palestina
21 de setembro de 2025
O Canadá, a Austrália e o Reino Unido reconheceram este domingo (21.09) oficialmente o Estado da Palestina, anunciaram os respetivos governos, numa decisão coordenada que antecede a conferência internacional sobre a solução de dois Estados, a realizar na segunda-feira em Nova Iorque.
"O Canadá reconhece o Estado da Palestina e oferece a sua parceria na construção da promessa de um futuro pacífico tanto para o Estado da Palestina como para o Estado de Israel”, declarou o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, sublinhando que esta decisão "fortalece aqueles que buscam a coexistência pacífica e o fim do Hamas”.
Quase em simultâneo, o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, e a ministra dos Negócios Estrangeiros, Penny Wong, anunciaram em comunicado o reconhecimento "formal do Estado independente e soberano da Palestina”, considerando tratar-se de uma resposta às "aspirações legítimas e de longa data do povo palestiniano”.
Pouco depois, o Reino Unido seguiu o mesmo caminho. "Hoje, para reavivar a esperança de paz e de uma solução de dois Estados, declaro claramente, como primeiro-ministro deste grande país, que o Reino Unido reconhece oficialmente o Estado da Palestina”, afirmou Keir Starmer, numa mensagem em vídeo divulgada nas redes sociais.
Os três países insistiram que esta decisão não constitui "uma recompensa” ao Hamas, mas antes um apoio à Autoridade Palestiniana, que assumiu compromissos internacionais de reformas, realização de eleições em 2026 e rejeição da participação do Hamas no futuro governo.
Portugal deverá juntar-se ainda hoje à lista de países que formalizam o reconhecimento, através de uma declaração do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, em Nova Iorque, à margem da 80.ª Assembleia-Geral da ONU.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, também deverá anunciar o reconhecimento da Palestina durante a conferência desta segunda-feira, promovida pela França e pela Arábia Saudita. Bélgica, Malta, Luxemburgo, Andorra e São Marino estão igualmente entre os Estados que preparam anúncios semelhantes.