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Chapo: Custo de vida e pressão salarial são "desafios reais"

6 de dezembro de 2025

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, disse que o custo de vida e a pressão salarial, tanto no setor público como privado continuam a ser "desafios reais" para o país, apesar do crescimento e avanço em outras áreas.

Maputo, Moçambique
Daniel Chapo apontou a informalidade como um “desafio sério” que se impõem à inclusão e proteção social dos trabalhadoresFoto: Silaide Mutemba/DW

“[Moçambique] avança carregando desafios reais: o custo de vida, a necessidade de empregos dignos para a nossa juventude e mulher moçambicana, a pressão salarial, tanto na função pública como no setor privado, as desigualdades persistentes, e a necessidade urgente de qualificação da nossa juventude”, disse Daniel Chapo.

O chefe de Estado, que falava esta sexta-feira (05.12) em Maputo, na abertura do VIII congresso da Organização dos Trabalhadores de Moçambique (OTM), sublinhou, no entanto, que o país está a crescer e a atrair investimento no setor energético, na indústria, nos corredores de transporte e logísticos.

Chapo acrescentou que o crescimento do país é também notório no ramo da inovação, digitalização, requalificação de infraestruturas e na criação de novas oportunidades de negócio, com destaque para as áreas da agricultura, turismo, recursos minerais e na energia.

Para o Presidente, iniciativas como a feira moçambicana de emprego mostram que Moçambique dispõe de uma juventude disciplinada, ávida, criativa e pronta para os desafios do futuro.

“Cabe à OTM-Central Sindical ajudar a abrir portas para esta nova geração, para que nenhum jovem seja deixado para trás. O sindicalismo moderno deve integrar formação e requalificação, economia digital, empreendedorismo, sustentabilidade, economia verde e azul”, referiu. 

O Presidente moçambicano apontou ainda a informalidade como um “desafio sério” que se impõem à inclusão e proteção social dos trabalhadores, para além do processo de automação que modifica tarefas tradicionalmente humanas.

Perante esta realidade dinâmica e desafiadora, acrescentou, a OTM-Central Sindical revela-se ainda mais indispensável na sociedade e na economia, sendo que tais mudanças do setor laboral criar necessidade de uma OTM capaz de proteger o trabalhador, sem travar o progresso da pátria, e capaz de negociar com firmeza, mas “sem perder o sentido de Estado moçambicano”.

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