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PolíticaTimor-Leste

CPLP elege Timor-Leste para presidência temporária

16 de dezembro de 2025

A CPLP elegeu Timor-Leste para assumir provisoriamente a presidência da organização e suspendeu a Guiné-Bissau de todas as atividades, após a cimeira extraordinária que analisou o golpe de Estado.

Jovens com bandeira de Timor-Leste em foto de arquivo de 2002
Timor-Leste assume, temporariamente, a presidência da CPLPFoto: picture-alliance/dpa

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) elegeu esta terça-feira (16.12) Timor-Leste para assumir, temporariamente, a presidência da organização e suspendeu a Guiné-Bissau das suas atividades, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde.

"Em termos de decisões concretas, a cimeira decidiu, em primeiro lugar, suspender a participação da República da Guiné-Bissau em todas as atividades da CPLP até à retoma da ordem constitucional", declarou José Luís Livramento, após a cimeira extraordinária de chefes de Estado e de Governo da CPLP, em que Cabo Verde foi representado pelo Presidente da República, José Maria Neves.

Na reunião, convocada para analisar a situação na Guiné-Bissau e realizada em formato virtual, os chefes de Estado e de Governo da CPLP elegeram ainda a República Democrática de Timor-Leste para exercer a presidência da CPLP "pro tempore".

José Luís Livramento explicou que a escolha foi consensual e unânime, uma vez que o Brasil e a Guiné Equatorial, que disputam a presidência seguinte, não podiam assumir interinamente o cargo, enquanto Angola e Cabo Verde também não estavam disponíveis para o período transitório.

"Estavam em disputa dois países para assumir a presidência, Brasil e Guiné Equatorial, que, portanto, não poderiam ser indicados como presidentes interinos. Timor-Leste já tinha presidido à organização, Angola tem o secretário-executivo e Cabo Verde, pelas ligações históricas e sensibilidade do tema, também não poderia", explicou.

O governante adiantou ainda que a declaração final da cimeira "condena veementemente a interrupção do processo eleitoral" na sequência do golpe de Estado de 26 de novembro.

Foi ainda pedida a retoma urgente da ordem constitucional e exigida a libertação imediata e incondicional de todos os detidos, bem como uma prova de vida sobre estas pessoas.

Foi também decidido enviar uma missão de alto nível à Guiné-Bissau, liderada pelo Presidente de Timor-Leste, para avaliar as condições futuras do país.

Na cimeira manifestou-se solidariedade com o povo guineense e a disponibilidade da CPLP para envidar todos os esforços que promovam o restabelecimento da normalidade institucional.

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