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Edil de Quelimane condenado por desobediência

9 de agosto de 2025

Manuel de Araújo foi condenado a quatro meses de prisão por desobediência, uma pena que foi convertida numa multa diária de 100 meticais ao longo desse período. Valor será liquidado pela edilidade.

Manuel de Araújo fala aos jornalistas em Quelimane na manhã deste sábado (09.08)
Araújo confirmou a condenação, mas classificou o processo como "politizado" e referiu não haver "nexo entre o argumento do tribunal e a realidade"Foto: Marcelino Mueia/DW

O Tribunal Judicial da Cidade de Quelimane condenou, esta sexta-feira (08.08), o edil de Quelimane, Manuel de Araújo, a quatro meses de prisão por desobediência, pena convertida em multa no valor de 100 meticais diários ao longo desse período.

Em causa está o incumprimento de uma ordem emitida pela Procuradoria Provincial da Zambézia, que determinava a remoção de barracas móveis instaladas na Avenida Marginal. Segundo a acusação, as estruturas, montadas junto à orla do Cuacua, violavam regulamentos municipais sobre ocupação do espaço público e representavam riscos de segurança.

Araújo confirmou a condenação, mas classificou o processo como "politizado" e referiu não haver "nexo entre o argumento do tribunal e a realidade".

"Ontem estivemos no tribunal do distrito de Quelimane e o município foi condenado porque deixámos as nossas mães alguns dias na Avenida Bonifácio Gruveta, a Avenida Marginal. São mães desempregadas e viúvas que não tinham o que dar aos seus filhos, e o tribunal disse que não, que aquelas mães não tinham o direito de alimentar os seus filhos, que deveria tirá-las dali", comentou.

Estas barracas, nas quais se confecionavam pratos tradicionais, eram geridas por mulheres, muitas delas desfavorecidas monetariamente, representando uma fonte essencial de rendimento para dezenas de famílias.

O edil acrescentou que o período em que foi emitida a ordem coincidiu com um clima de tensão social, marcado por manifestações pós-eleitorais ocorridas no início deste ano. 

A multa será paga pela edilidade de Quelimane. 

Manuel de Araújo arrasta multidões na Zambézia

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