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Estado de emergência prolongado mais 15 dias na Guiné-Bissau

ms | Lusa
26 de maio de 2020

O estado de emergência na Guiné-Bissau foi renovado por mais duas semanas, com efeito a partir desta terça-feira, depois de o país ter registado "uma subida galopante inesperada" de novos casos de contaminação.

Foto: Albano Barai

O estado de emergência na Guiné-Bissau é renovado pela quarta vez consecutiva. A decisão prende-se com o facto de, nos últimos 15 dias, o país ter registado "uma subida galopante inesperada de novos casos de contaminação", justificou o Presidente Umaro Sissoco Embaló.

"Essa subida preocupante é um sinal claro de que devemos continuar a adotar algumas medidas restritivas de direitos, liberdades e garantias como forma de prevenir e combater a pandemia", lê-se no decreto presidencial que renova o período do estado de emergência a que a DW teve acesso.

"Apesar de todas as dificuldades do nosso país, fomos capazes de, enquanto nação, lutar contra a Covid-19, infelizmente, ainda não conseguimos controlá-la", admite Sissoco Embaló. "A Covid-19 é um inimigo invisível que é muito dificil combater. Contudo, uma vez que já sabemos como se transmite e as formas para evitar o contágio, somos todos convocados a ser resilientes e a observar rigorosamente as medidas de higienização e de distanciamento social", apela o chefe de Estado.

O Presidente termina a sua mensagem à nação, apelando a que "cada um faça a sua parte". E defende que é preciso adotar "algumas medidas para o desconfinamento", permitindo assim a retoma gradual e progressiva das atividades socioeconómicas. "Este é o único caminho a seguir se quisermos, de facto, conciliar a prevenção e combate à Covid-19 e impedir o colapso da economia", sublinha.

Umaro Sissoco Embaló. "Devemos continuar a adotar medidas restritivas"Foto: Guinean Presidency

Guiné-Bissau lidera casos nos PALOP

Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné-Bissau lidera com 1.178 casos e sete mortos. O Centro Operacional de Emergências de Saúde (COES) anunciou esta segunda-feira (25.05) o óbito de um cidadão português de 71 anos, infetado pelo novo coronavírus, que estava internado no hospital de Cumura, a cerca de 10 quilómetros de Bissau.

O coordenador do COES, Dionísio Cumba, anunciou também que o Laboratório Nacional de Saúde Pública não realizou análises a novas amostras devido à falta de material de laboratório e que o número de infeções se mantém em 1.178, incluindo 42 recuperados. 

Estão internadas no Hospital Nacional Simão Mendes 15 pessoas infetadas, cinco das quais são cidadãos estrangeiros, incluindo um russo, três chineses e um natural da Mauritânia. No hospital de Cumura, há 22 pessoas internadas, uma das quais em estado grave.

Em África, há 3.348 mortos confirmados em mais de 111 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente. O país lusófono mais afetado pela pandemia é o Brasil, com 22.666 mortos e mais de 363 mil contaminados, sendo o segundo do mundo em número de infeções, atrás dos Estados Unidos da América (1,6 milhões). 

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