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Golpe contra o PODEMOS: Constitucional devolve Jone ao cargo

22 de julho de 2026

Constitucional anula substituição do segundo vice-presidente do Parlamento, decidida pelo PODEMOS. Fernando Jone celebra decisão e denuncia nepotismo na casa de Forquilha. Conseguirá Jone trabalhar em clima hostil?

 PODEMOS - Campanha eleitoral em Moçambique
Foto: N. Issufo/DW

Na origem da remoção de Fernando Jones estavam as suas contestações contra abusos de poder no na maior força da oposição em Moçambique. No seu lugar, o partido de Albino Forquilha colocou o deputado Carlos Tembe. O segundo vice-presidente do Parlamento reagiu com satisfação à decisão da justiça, embora reconheça que o nepotismo é uma realidade no seu partido. Mesmo em clima hostil, Fernando Jone promete fazer o que for possível para colaborar com o partidoPODEMOS, segundo os estatutos.

DW África: Como se sente diante da reversão?

Fernando Jones (FJ): Estou com enorme satisfação por saber que foi reposta a verdade. de maneira que essa é uma grande contribuição que o Conselho Constitucional (CC) fez ao mostrar que é possível decidir seguindo os caminhos previstos pelo Direito.

DW África: A sua retirada do cargo se deveu à falta de confiança, segundo o líder do Podemos. Quer nos falar sobre as motivações desta decisão?

FJ: Motivações pessoais não tem nada a ver com o partido. As pessoas fazem mistura, levam assuntos pessoais e aproveitam-se do cargo e misturam com assuntos da instituição. O que aconteceu, na verdade, é que houve uma espécie de nepotismo durante o processo eleitoral em que o antigo secretário-geral, que atualmente ocupa a posição de chefe da bancada, teria metido a esposa como cabeça de lista do círculo eleitoral da província de Inhambane e ela na altura não era membro do partido.

Temos e nem participou no processo da campanha eleitoral, o que criou revolta dos membros que estavam envolvidos lá em Inhambane e eles acabaram reclamando porque essa viria a ser eleita deputada da Assembleia da República pelo círculo deInhambane.

Albino Forquilha, líder do PODEMOS, maior força da oposição em MoçambiqueFoto: AMILTON NEVES/AFP via Getty Images

DW África: O Podemos ter vivido alguns momentos de tensão interna. É caso para se dizer que o nepotismo reina no vosso partido?

FJ: Com certeza. Evidentemente há isto, porque nalgum momento há pessoas que estão isoladas, acabam buscando pessoas estranhas que a gente não conhece e assumem posições de relevância. Então, acredito que isso se trate de nepotismo.

DW África: O seu regresso ao cargo de segundo vice presidente do Parlamento provavelmente poderá adensar mais as tensões dentro do PODEMOS. Como se prepara para conviver com um líder como Albino Forquilha?

FJ: Porque eu me baseio nos estatutos, é sempre é difícil a gente obrigar um dirigente a cumprir com os estatutos. Mas eu vou fazer tudo, tudo o que me for possível para colaborar com o partido. No bom sentido, né? Até onde me permitirem.

PODEMOS: "Não pautamos pelo nepotismo"

04:53

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