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Guerra na Ucrânia: Putin procura mais recrutas

26 de maio de 2026

O Presidente russo, Vladimir Putin, promulgou uma lei que perdoa as dívidas a quem combater na guerra na Ucrânia. É uma tentativa de recrutar militares, numa altura em que sofre perdas elevadas e aumenta as ameaças.

Vladimir Putin, Presidente da Rússia
Vladimir Putin promulgou uma lei que autoriza o uso de tropas para proteger cidadãos russos envolvidos em processos judiciais no estrangeiroFoto: Alexei Danichev/TASS/ZUMA/picture alliance

A Rússia volta a subir o tom, numa altura em que enfrenta pesadas baixas militares na Ucrânia.

Primeiro, Moscovo lançou um ataque em massa, no fim de semana, incluindo com o míssil hipersónico Oreshnik, capaz de transportar ogivas nucleares. Mais do que um ataque militar, isto foi lido como uma mensagem política de Vladimir Putin ao Ocidente.

Agora, Putin promulgou uma lei que autoriza o uso de tropas para proteger cidadãos russos envolvidos em processos judiciais no estrangeiro, deixando margem para várias interpretações.

Moscovo deixou ainda avisos claros: Aconselhou estrangeiros e diplomatas a abandonar Kiev, e os militares russos anunciaram estar a preparar "ataques sistemáticos" contra centros de comando e a indústria de defesa na capital ucraniana.

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Ameaças rotineiras

Para os ucranianos, este tipo de ameaças tornou-se já uma rotina depois de mais de quatro anos de guerra: "Levamos os russos a sério, porque eles bombardeiam-nos constantemente. Bombardearam-nos no inverno, e agora outra vez. Não mudou nada. É o costume. Vamos para os abrigos", afirmou uma cidadã.

Também no plano diplomático, há pouca surpresa. Um responsável do Ministério francês dos Negócios Estrangeiros afirmou que estas ameaças são comuns e que sair de Kiev está "fora de questão".

Enquanto isso, Moscovo tenta reforçar as fileiras. Putin aprovou uma lei que perdoa dívidas a quem aceitar combater. É uma tentativa de atrair novos recrutas. 

Estima-se que a Rússia esteja a perder mais de 30 mil militares por mês. Em mais de quatro anos de guerra, o número total de baixas russas poderá já ter ultrapassado os 1,2 milhões.

É um custo elevado da guerra para avanços que, segundo os analistas, continuam a ser "mínimos" no terreno.

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