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Guiné-Bissau: Libertados jornalistas detidos após referendo

31 de agosto de 2026

Os dois jornalistas da Rádio Capital FM foram libertados após várias horas de detenção em Bissau. A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) denunciou uma "detenção arbitrária".

Referendo constitucional na Guiné-Bissau | Votação em Bissau
Os guineenses foram questionados, este domingo, se concordam com a entrada em vigor da nova Constituição da RepúblicaFoto: DW

Os dois jornalistas da Rádio Capital FM, Sulai Seide e Nelson António da Silva, já se encontram em liberdade, depois de terem sido detidos durante várias horas na Segunda Esquadra da Polícia de Ordem Pública (POP), em Bissau.

A libertação dos dois profissionais foi confirmada pela própria Rádio Capital FM, numa publicação na rede social Facebook, esta segunda-feira (31.08). A estação agradeceu a solidariedade, o repúdio e as diligências de várias entidades durante o período de detenção dos dois funcionários.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) tinha anteriormente denunciado a detenção dos jornalistas, manifestando "profunda preocupação" com o que classificou como uma "detenção arbitrária".

A organização afirmou que os dois profissionais teriam sido detidos por alegadamente noticiarem informações relacionadas com o referendo constitucional. A LGDH sublinhou que não devem existir atos de intimidação ou perseguição contra jornalistas no exercício das suas funções.

Também o Movimento Firkidja di Pubis condenou a detenção dos dois profissionais. Segundo o movimento, Sulai Seide era acusado de ter feito fotografias que circulavam nas redes sociais sobre a "baixa afluência" às urnas durante o referendo constitucional e de ter partilhado apelos ao boicote. O movimento considera, contudo, que estas acusações são "falsas", alegando que o jornalista se encontrava no interior do país em exercício profissional e que não havia qualquer apelo ao boicote nas suas redes sociais.

Nelson António da Silva terá sido detido, segundo o Firkidja di Pubis, após uma discussão numa assembleia de voto durante a contagem dos votos.

O porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau, Idriça Djaló, anunciou no domingo uma participação superior a 50% dos eleitores no referendo constitucional. A oposição e organizações da sociedade civil, que tinham apelado ao boicote da votação, consideraram, contudo, que o processo ficou marcado por uma forte abstenção.

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