Guiné-Bissau: ONU insta junta militar a libertar detidos
26 de dezembro de 2025
Acabar com as detenções arbitrárias e formas de intimidação, bem como a libertar todos os detidos, exige a Organização das Nações Unidas (ONU) à junta militar.
"A libertação, na terça-feira, de seis figuras da oposição detidas na Guiné-Bissau é um passo encorajador. É preciso fazer mais", declarou, em comunicado, o porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Thameen al-Kheetan.
As autoridades devem pôr fim a todas as detenções arbitrárias e a todas as formas de intimidação, incluindo ataques físicos a defensores dos direitos humanos e restrições à liberdade de expressão, associação e reunião pacífica, acrescentou.
"O nosso gabinete teve acesso a quatro indivíduos detidos na semana passada, o que constitui um passo importante. No entanto, as famílias de vários outros detidos continuam sem informações sobre o seu destino, paradeiro ou acusações contra eles. Tal pode constituir um desaparecimento forçado", alertou o porta-voz.
Por fim, apelou à junta militar que garanta a libertação imediata e incondicional de todas as pessoas detidas pelo exercício dos seus direitos humanos.
Seis opositores políticos detidos desde o golpe de Estado militar de 26 de novembro foram libertados terça-feira, 23 de dezembro, segundo um comunicado da junta no poder.
O líder da oposição, Domingos Simões Pereira, continua detido juntamente com outras figuras da oposição, e o candidato presidencial Fernando Dias permanece refugiado na embaixada nigeriana.