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Guiné-Bissau: ONU insta junta militar a libertar detidos

26 de dezembro de 2025

As Nações Unidas instaram a junta militar na Guiné-Bissau, instaurada há um mês após um golpe de Estado, a acabar com as detenções arbitrárias e formas de intimidação, bem como a libertar todos os detidos.

Golpe de Estado na Guiné-Bissau
Nações Unidas instam também a junta militar na Guiné-Bissau a acabar com as detenções arbitráriasFoto: Patrick Meinhardt/AFP

Acabar com as detenções arbitrárias e formas de intimidação, bem como a libertar todos os detidos, exige a Organização das Nações Unidas (ONU) à junta militar.

"A libertação, na terça-feira, de seis figuras da oposição detidas na Guiné-Bissau é um passo encorajador. É preciso fazer mais", declarou, em comunicado, o porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Thameen al-Kheetan.

As autoridades devem pôr fim a todas as detenções arbitrárias e a todas as formas de intimidação, incluindo ataques físicos a defensores dos direitos humanos e restrições à liberdade de expressão, associação e reunião pacífica, acrescentou.

"O nosso gabinete teve acesso a quatro indivíduos detidos na semana passada, o que constitui um passo importante. No entanto, as famílias de vários outros detidos continuam sem informações sobre o seu destino, paradeiro ou acusações contra eles. Tal pode constituir um desaparecimento forçado", alertou o porta-voz.

Por fim, apelou à junta militar que garanta a libertação imediata e incondicional de todas as pessoas detidas pelo exercício dos seus direitos humanos.

Seis opositores políticos detidos desde o golpe de Estado militar de 26 de novembro foram libertados terça-feira, 23 de dezembro, segundo um comunicado da junta no poder.

O líder da oposição, Domingos Simões Pereira, continua detido juntamente com outras figuras da oposição, e o candidato presidencial Fernando Dias permanece refugiado na embaixada nigeriana.

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