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PolíticaZâmbia

Hakainde Hichilema reeleito Presidente da Zâmbia

Redação DW África com AFP, AP, EFE
18 de agosto de 2026

Hakainde Hichilema foi reeleito Presidente da Zâmbia para um segundo mandato de cinco anos com cerca de 60% dos votos, anunciou a comissão eleitoral. As eleições de 13 de agosto ficaram marcadas por alegações de fraude.

Hakainde Hichilema, Presidente da Zâmbia, numa assembleia de voto em Lusaka, em 13 de agosto de 2026
Hakainde Hichilema foi declarado vencedor absoluto das presidenciais de 13 de agodto, sem necessidade de uma segunda voltaFoto: Anita Reed/AP Photo/picture alliance

O resultado eleitoral anunciado esta terça-feira já era esperado. Hakainde Hichilema, no poder desde 2021, obteve 61,4% dos 5 milhões de votos. 

Enfrentou 13 adversários, liderados pelo ex-ministro Brian Mundubile, que se candidatou pela primeira vez à presidência e obteve quase 38% dos votos, informou Mwangala Zaloumis, presidente da Comissão Eleitoral da Zâmbia.

Os votos de cinco dos 226 círculos eleitorais ainda não foram contabilizados, informou Zaloumis. No entanto, "é pouco provável que os resultados pendentes influenciem significativamente a contagem geral da eleição", acrescentou.

Num comunicado divulgado esta terça-feira, Hakainde Hichilema celebrou os resultados e agradeceu aos zambianos pela reeleição, estendendo também a mão aos que votaram na oposição.

"Aos cidadãos que preferiram as ideias apresentadas pelos nossos opositores, nós ouvimo-los e continuaremos a trabalhar para garantir que todos os zambianos beneficiam do desenvolvimento que estamos a implementar”, disse num comunicado.

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Oposição alega que houve fraude

As eleições de 13 de agosto foram ensombradas por alegações de fraude levantadas pela oposição e por uma suspensão inédita da contagem a nível nacional, após ataques a funcionários eleitorais e roubo de boletins de voto preenchidos.

Missões de observação nacionais e internacionais disseram durante o fim de semana que estas circunstâncias contribuíram para condições desiguais entre os candidatos.

As tensões aumentaram após a votação, quando as autoridades detiveram quase uma dúzia de pessoas, incluindo figuras de destaque da oposição, durante uma operação que envolveu troca de tiros.

O governo confirmou que várias figuras de destaque da oposição foram detidas na noite das eleições, com a polícia a acusá-las de representarem uma ameaça à segurança do Estado. Brian Mundubile afirmou que a sua casa foi invadida pela polícia.

Esta ida às urnas foi vista como um teste ao plano de recuperação económica do Presidente, depois de o país rico em cobre ter mergulhado numa crise da dívida em 2020. Hichilema foi eleito em 2021 e supervisionou a reestruturação da dívida soberana da Zâmbia.

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