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Higino Carneiro admite pedir impugnação de eleições no MPLA

22 de setembro de 2026

Higino Carneiro diz que vai esgotar todos os recursos para tentar concorrer à liderança do MPLA e admite impugnar o processo se os estatutos não forem respeitados.

Higino Carneiro, pré-candidato à liderança do MPLA
Higino Carneiro não desiste da candidatura à liderança do MPLA após o "não" do Tribunal ConstitucionalFoto: Privat

Higino Carneiro admitiu, esta terça-feira, a possibilidade de impugnar as eleições internas do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), caso considere que os estatutos não estão a ser respeitados na corrida à liderança do partido.

O pré-candidato à liderança do MPLA viu a sua candidatura rejeitada e recorreu da decisão. O Tribunal Constitucional recusou suspender a deliberação do partido, mas Higino Carneiro garante que continuará a recorrer a todos os mecanismos disponíveis.

"Um general não recua antes de chegar ao combate", afirmou.

Três requerimentos

Segundo Higino Carneiro, foram apresentados ao Tribunal Constitucional três requerimentos, relacionados com pedidos de aclaração, falsidade e nulidade. Apesar de reconhecer que o calendário joga contra si, o antigo general defende que ainda há vias legais e internas que podem alterar o desfecho do caso antes do congresso do partido, em dezembro.

O político afirmou que o seu objetivo não é criar divisões nem prejudicar o partido, mas contribuir para o reforço da democracia interna.

Radar DW: Caso Higino Carneiro faz bem ao MPLA?

34:09

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"Por isso, uma decisão justa de qualquer dos órgãos da cadeia recursória interna ou externa ajudará a evitar uma eventual impugnação do processo", acrescentou. 

Questionado sobre contactos recentes com João Lourenço, Higino Carneiro revelou que a última conversa entre ambos ocorreu em junho de 2025, quando comunicou a intenção de se candidatar à liderança do MPLA.

O pré-candidato assegurou que a sua insistência na candidatura resulta de uma questão de coerência política e não da ambição por um cargo, afirmando que considera ser seu dever contribuir para o futuro do partido antes das eleições gerais de 2027.