Irão declara exércitos europeus "grupos terroristas"
1 de fevereiro de 2026
O regime de Teerão declarou hoje as forças armadas dos países membros da União Europeia como "grupos terroristas". A informação foi divulgada pelo presidente do parlamento iraniano, Mohammed Bagher Ghalibaf, diante do Parlamento.
Segundo Ghalibaf, todos os países da UE que apoiaram a inclusão dos Guardas Revolucionários na lista de terroristas estão agora afetados. Ele também afirmou que o Irão considera a Bundeswehr (forças armadas da Alemanha) como uma organização terrorista.
"Ao tentarem atingir os Guardas Revolucionários, os europeus na verdade atiraram no próprio pé", disse Ghalibaf aos parlamentares, que, em solidariedade à unidade de elite, estavam usando uniformes dos Guardas Revolucionários.
Na quinta-feira (29.01), a União Europeia classificou a Guarda Revolucionária do Irão como organização terrorista, em resposta à repressão de manifestações recentes no país que causaram milhares de mortos. A UE responsabiliza os Guardas Revolucionários pela repressão ao mais recente movimento de protestos no Irão.
O presidente do parlamento iraniano também justificou a decisão com base em uma lei aprovada em 2019, quando os EUA classificaram os Guardas Revolucionários como uma organização terrorista.
Guerra regional
O líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, também afirmou este domingo (01.02) que qualquer ataque norte-americano contra o seu país desencadeará "uma guerra regional", num momento em que o Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaça recorrer à força contra Teerão.
"Os [norte-]americanos devem saber que se declararem uma guerra, esta será uma guerra regional", declarou Ali Khamenei, citado pela agência Tasnim. Os Estados Unidos já realizaram bombardeamentos contra o Irão durante uma guerra de 12 dias, em junho, desencadeada por Israel.
Agora, a Guarda Revolucionária iraniana assegurou que as Forças Armadas do país estão totalmente preparadas e contam com "planos de ação".
Negociações entre EUA e Irão
No sábado (31.01), Donald Trump, que havia ameaçado o Irão com ataques militares, disse à rede Fox News, que haveria uma disposição para negociar. "O Irão está conversando conosco, veremos se conseguimos fazer algo, caso contrário, veremos o que acontecerá".
Já o presidente iraniano Massud Peseschkian afirmou que o Irão "nunca buscou guerra" e continua a não querer um conflito. A declaração surgiu durante uma conversa telefônica com o presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi, segundo o escritório da presidência iraniana.
O chefe do Conselho de Segurança do Irão, Ali Laridschani, também mencionou que haveria "progressos nas preparações estruturais para negociações" com os EUA.