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ConflitosEstados Unidos

Israel bombardeia Líbano e Irão ameaça retomar hostilidades

Redação DW África com agências
9 de abril de 2026

A frágil trégua entre Irão e EUA entrou no segundo dia. Israel continua a bombardear o Líbano, o Irão ameaça pôr fim ao cessar-fogo e Donald Trump promete lançar uma ofensiva "mais forte" se o acordo não for cumprido.

Fumo em Beirute, no Líbano, após vários ataques aéreos israelitas
Israel afirmou que continuará a tentar desarmar o Hezbollah no LíbanoFoto: Hassan Ammar/AP Photo/dpa/picture alliance

A trégua de duas semanas entre os EUA, Israel e o Irão começa a mostrar fissuras, já que as partes discordam quanto à inclusão do Líbano no acordo de cessar-fogo.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu na sua plataforma Truth Social que as tropas americanas destacadas perto do Irão permanecerão naquela área até que seja alcançado um "verdadeiro acordo".

Embora tenha afirmado que o colapso do acordo era "altamente improvável", Trump ameaçou responder com ataques "maiores, melhores e mais fortes" caso o acordo não seja cumprido.

Irão ameaça pôr fim ao cessar-fogo

Na sequência dos ataques israelitas no Líbano, que causaram a morte de pelo menos 182 pessoas e feriram cerca de 900, o Irão ameaçou retomar as hostilidades.

Os EUA, Israel e o Irão estão em desacordo quanto à extensão do acordo de cessar-fogo ao Líbano.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que a interpretação do Irão quanto à inclusão do Líbano no acordo de trégua foi resultado de um "mal-entendido".

"Se o Irão quiser que esta negociação fracasse... por causa do Líbano, que nada tem a ver com eles e que os Estados Unidos nunca disseram que fizesse parte do cessar-fogo, essa é, em última análise, uma escolha deles", acrescentou JD Vance.

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Entretanto, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, escreveu no X que a "base viável para negociar" já tinha sido violada, tornando novas conversações "irracionais".

Ghalibaf enumerou três alegadas violações do plano de trégua por parte dos EUA: os ataques contínuos no Líbano, a entrada de um drone no espaço aéreo iraniano e a negação do direito do país ao enriquecimento.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão já advertiu que "cumprirá o seu dever e dará uma resposta" se Israel não cessar os seus ataques. O Hezbollah afirmou ter o "direito" de responder aos ataques israelitas.

Irão fecha Estreito de Ormuz após breve abertura

O Irão concordou em reabrir o Estreito de Ormuz no âmbito do acordo de cessar-fogo celebrado com os EUA. No entanto, terá voltado a fechá-lo, alegando violações por parte dos EUA e de Israel.

O Estreito de Ormuz permanece fechado a embarcações que navegem sem autorização. Os transportadores marítimos afirmaram que é necessária mais clareza antes de retomarem a travessia pelo estreito.

Teerão tinha concordado em reabrir o Estreito de Ormuz com a condição de que as embarcações pagassem uma portagem, o que proporcionaria ao Irão uma nova fonte de receitas.

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