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Jornalista Carlos Alberto recebe indulto do Presidente

11 de abril de 2025

João Lourenço concede indulto a 150 condenados com metade da pena cumprida, no âmbito dos 50 anos da independência de Angola. Jornalista Carlos Alberto, condenado por abuso de liberdade de imprensa, consta desta lista.

Presidente angolano, João Lourenço, Paris, 2025
João Lourenço concede indulto a 150 condenados com metade da pena cumprida, no âmbito dos 50 anos da independência de Angola. Foto: J.E.E/Bestimage/IMAGO

O Presidente angolano concedeu indulto a 150 condenados com metade da pena já cumprida, dos quais se destaca o jornalista Carlos Alberto, no âmbito dos 50 anos da independência de Angola.

O comunicado divulgado, esta sexta-feira (11.04), pela secretaria de imprensa da Presidência da República refere que o indulto teve em conta, além do cumprimento de metade da pena de prisão aplicada, o bom comportamento demonstrado e a ausência de perigosidade social resultante da restituição à liberdade dos condenados.

A lista abrange cidadãos condenados das províncias do Bengo, Benguela, Bié, Cabinda, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Cubango, Cunene, Huambo, Huíla, Icolo e Bengo, Luanda, Lunda Norte, Lunda Sul, Malanje, Moxico, Namibe, Uíje e Zaire.

Libertados quarta-feira

A partir de quarta-feira deixam de cumprir pena os cidadãos indultados, um "ato de clemência do Presidente da República", inserido na celebração dos 50 anos da independência nacional, do Dia da Paz e Reconciliação Nacional e "visando conceder aos reclusos condenados em penas privativas de liberdade uma oportunidade de reintegração social e familiar", lê-se na nota.

jornalista Carlos Raimundo Alberto foi condenado a dois anos de prisão efetiva, em 2023, por abuso de liberdade de imprensa, num caso de investigação jornalística em que era visado o ex-vice-Procurador-Geral da República de Angola Mota Liz.

Carlos Alberto, membro suspenso da Entidade Reguladora de Comunicação Social Angolana (ERCA), foi condenado, em 2021, a dois anos de pena suspensa, sendo-lhe concedido um prazo de 20 dias para pedir desculpas públicas ao ofendido, o que não foi cumprido na totalidade.

Foi também condenado a pagar uma indemnização de mais de 100 milhões de kwanzas (cerca de 100 mil euros).

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