Populares de Macomia em fuga após novos ataques
11 de abril de 2026
O ataque à aldeia de Nkoé ocorreu por volta das 23h (hora local) de ontem e prolongou-se pela madrugada, levando a população a fugir para as matas e para aldeias vizinhas.
“Amanhecemos nas matas; outros escaparam já esta manhã para Macomia”, relatou uma fonte local, que acolheu familiares vítimas da incursão insurgente.
Até ao momento, não há confirmação de vítimas mortais ou feridos. No entanto, segundo fontes no terreno, a aldeia encontra-se praticamente deserta, com parte dos residentes em paradeiro desconhecido.
“Não sei se há mortos, mas as pessoas fugiram e algumas continuam escondidas nas matas”, acrescentou a mesma fonte.
Moradores suspeitam que o grupo armado esteja à procura de mantimentos, face às dificuldades no terreno. “Quem conseguiu cultivar cedo já está a colher, e pode ser que os insurgentes queiram saquear alimentos”, explicou outra fonte, a partir de Macomia.
Além de Nkoé, habitantes das localidades vizinhas de Nguida e Nova Zambézia também estão a abandonar as suas casas, temendo novos ataques.
Os incidentes registam-se a cerca de 15 quilómetros da Estrada Nacional Número Um (EN1), uma das poucas vias asfaltadas da região.
Aprovíncia de Cabo Delgado, rica em recursos de gás natural, tem sido palco de ataques extremistas há oito anos. O primeiro foi registado a 5 de outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia.