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Moçambique prepara massificação de veículos a gás

11 de maio de 2026

Um Programa Nacional de Massificação de Gás Veicular será lançado este ano em Moçambique. O Presidente, que hoje entregou 190 novos autocarros movidos a gás, garantiu: "O gás é nosso e para nós deve servir".

Moçambique Maputo 2025 | Autocarros bloqueados nos protestos pós-eleitorais de 2024 em Maputo
Autocarros bloqueados durante os protestos pós-eleitorais de 2024 em Maputo. A maior parte dos meios de transporte depende de combustíveis líquidos em Moçambique (foto ilustrativa)Foto: Amilton Neves/AFP/Getty Images

O Presidente de Moçambique entregou, esta segunda-feira (11.05),190 novos autocarros movidos a gás, e garantiu que esse recurso, que o país possui, já muda a vida do povo.

"Estes autocarros são movidos a gás e ainda dentro deste ano estaremos na província de Inhambane, onde estamos a exportar gás há mais de 20 anos para a África do Sul, para fazer o lançamento do Programa Nacional de Massificação de Gás Veicular", anunciou Daniel Chapo.

Os 190 autocarros vão servir 2,8 milhões de habitantes da cidade e província de Maputo, incluindo 40 para reforçar o transporte escolar, juntamente com outros 10 idênticos que seguiram para a província de Inhambane, também no sul do país.

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Chapo: "O gás é nosso e para nós deve servir"

 "Todos estes autocarros funcionam a gás natural, para minimizar o preço. Isto significa que Moçambique começa, de forma cada vez mais concreta, a transformar os seus próprios recursos naturais em soluções para reduzir o custo de vida do seu povo", sublinhou Chapo, acrescentando: "O gás é nosso e para nós deve servir". 

Moçambique, uma referência na produção de Gás Natural Liquefeito em África, e prevê ascender aos três principais produtores até 2030, face às reservas em fase de preparação para exploração na Bacia do Rovuma, Cabo Delgado, no norte.

"O gás de Temane, na província de Inhambane, e no futuro o gás de Cabo Delgado, devem servir para mover a economia moçambicana, reduzir custos de mobilidade, dinamizar a indústria nacional e fortalecer a nossa soberania energética e económica", avisou ainda Chapo.

Daniel Chapo, Presidente de MoçambiqueFoto: Mendes Mondlane/Xinhua/picture alliance

Expansão

 Estas viaturas serão colocadas na Área Metropolitana de Maputo, com quase três milhões de habitantes, numa altura de crise de combustíveis em Moçambique, com a subida de preços, a primeira mexida em mais de um ano, devido às consequências do conflito no Médio Oriente.

"É neste quadro [da subida do preço dos combustíveis] que estamos igualmente a trabalhar para expandir o uso do gás veicular para outras províncias. O gás veicular, até hoje, é usado só na cidade e província de Maputo. Nós queremos expandir para Inhambane e Gaza, na primeira fase a zona sul, e com o gás do Rovuma, no futuro, expandirmos também para a zona centro e norte do nosso país e todo o país ter viaturas movidas a gás", prometeu Chapo.

O PR também fez saber que o Executivo está a trabalhar na legislação para promover o uso de viaturas híbridas e elétricas. 

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PR apela para o uso racional dos combustíveis

Para já, reconheceu Chapo, avançam as medidas para travar subidas de tarifas face ao aumento do preço dos combustíveis: "Tomámos medidas concretas para mitigar o impacto sobre as famílias moçambicanas. Designadamente, subsidiámos o preço dos combustíveis para reduzir a pressão sobre o custo do transporte público e sobre os bens de consumo do povo moçambicano. 

"Apelamos igualmente ao povo moçambicano para que permaneça unido, vigilante e consciente desta crise. Uma família, se vive na mesma casa, pai, mãe, filha e filho, e cada um tem a sua viatura. De manhã saíam para ir trabalhar na baixa da cidade, usando quatro viaturas. É o momento de a família sentar, dizer vamos estacionar três e usar uma única viatura, para irmos trabalhar, até passar a crise", concluiu Chapo.

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