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Mondlane denuncia morte de mais um membro do ANAMOLA

13 de setembro de 2026

Venâncio Mondlane denunciou, este sábado, a morte de mais um membro do ANAMOLA, em Inhambane, garantindo que era uma das testemunhas para o seu julgamento no Tribunal Supremo. Partido exige investigação independente.

Venâncio Mondlane, presidente do partido ANAMOLA
ANAMOLA exige às autoridades uma investigação "célere e independente"Foto: Álvaro Jaime/DW

"Foi raptado e assassinado o mobilizador do ANAMOLA do distrito de Morrumbene, Ilídio Facitela Gustavo, curiosamente uma das minhas testemunhas para o julgamento marcado no Tribunal Supremo", afirmou ao início da noite deste sábado (12.09), Venâncio Mondlane, na sua conta na rede social Facebook.

ANAMOLA pede investigação

Num comunicado divulgado, este domingo (13.09), o partido liderado por Venâncio Mondlane manifestou a sua "mais profunda revolta e indignação" perante o "assassinato brutal" de Ilídio Facitela Gustavo.

O partido exige ainda às autoridades policiais e judiciais moçambicanas a abertura imediata de uma investigação "célere, rigorosa, profunda e totalmente independente", considerando que o silêncio e a impunidade são "inadmissíveis" e constituem "uma afronta" à democracia e à segurança dos cidadãos.

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"Os autores materiais e morais deste assassinato hediondo têm de ser identificados, capturados e responsabilizados até às últimas consequências previstas na lei", refere-se no comunicado.

Segundo o ANAMOLA, o corpo do coordenador de Mobilização Política do partido no distrito de Morrumbene foi encontrado no distrito de Homoíne, depois de Ilídio Facitela Gustavo ter sido alegadamente sequestrado. O partido classificou o caso como um ato "cobarde de violência extrema" e condenou-o "com a máxima veemência", por atentar contra a vida, a liberdade e a integridade física.

"Não estamos perante uma fatalidade, mas sim um crime intolerável que exige uma resposta imediata, implacável e transparente do Estado de Direito", acrescenta-se no comunicado.

A organização apresentou condolências à família da vítima e aos membros e simpatizantes do partido, sublinhando que nenhuma divergência política ou disputa pode justificar o recurso "à barbárie e à eliminação de uma vida".

Também este domingo, a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), segunda força da oposição, manifestou solidariedade com a família de Ilídio Facitela Gustavo e com o ANAMOLA, condenando qualquer forma de violência política.

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