Imaginação sem limites na maior feira tecnológica do país - desde ferramentas para aumentar a eficácia das instituições públicas e privadas, a aplicativos para melhorar o dia-a-dia dos cidadãos.
Foto: DW/R. da Silva
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Terminou esta sexta-feira (11.05) a maior feira de tecnologia de Moçambique, a Moztech - uma feira em que jovens inovadores, empresários, marcas e académicos apresentam soluções tecnológicas que contribuem para o desenvolvimento do país. E há inovações para todos os gostos, basta ter um computador ou telemóvel.
Em Maputo e Matola, por exemplo, o problema de congestionamento de tráfego rodoviário é uma constante. A empresa start-up "Na Via" encontrou uma solução: informar os utentes sobre as vias mais problemáticas e arranjar alternativas.
Ildebrando Jack desenvolveu uma app na área da saúde reprodutiva.Foto: DW/R. da Silva
"Estamos a pensar em associar com a comunicação social, como a rádio e a televisão pela manhã, para darem informação sobre o trânsito", diz Francisco Biza, representante da empresa.
A inovação não pára por aqui. Com a ajuda da tecnologia, pode-se aumentar a eficiência, poupar dinheiro e ser amigo do meio ambiente. Por estes dias, o papel custa caro ao Estado por conta da crise que o país atravessa. Pedro Gonçalves criou a empresa "Papershop", que ambiciona substituir o papel pelas novas tecnologias. "Tudo o que tens em papel, nós fazemos a captura com essa ferramenta. Tem também a capacidade de fazer uma assinatura digital, GPS e controlo das ações dos vendedores, por exemplo", explica.
Facilitar o dia-a-dia
Já Ildebrando Jack apostou na área da saúde sexual e reprodutiva e inventou um aplicativo para telemóveis onde se esclarecem dúvidas sobre este assunto.
Moztech: Inovação para todos os gostos em Moçambique
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"Esta informação será disponibilizada através de perguntas de texto e, para reforçar estas perguntas e respostas, temos imagens ou vídeos", explica Ildebrando. "Muitas vezes, os usuários podem não interpretar bem um texto. Então terá imagens ou vídeos ilustrativos sobre esta informação", acrescenta.
São inovações que prometem facilitar a vida aos cidadãos, como a da empresa "Alice Izi Shop", que criou uma plataforma digital para fazer compras sem sair de casa, a partir de um telemóvel. "Ultimamente temos muita gente a trabalhar e que não tem tempo. Pessoas idosas ou mesmo jovens, ou está cansado, ou não quer sair de casa. Então, sem sair de casa, a pessoa faz compras e os produtos são entregues em sua casa", explica Alice Sharron, proprietária da empresa.
Mais de duzentas empresas participaram na maior feira de tecnologia de Moçambique, para divulgar as suas criações.
São muitos os mercados na capital moçambicana. Maior ainda é a variedade de produtos à disposição dos consumidores. Mas nem todos os mercados têm as infraestruturas necessárias para os comerciantes.
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Mercado de Xikhelene
Oficialmente mercado da Praça dos Combatentes, é um dos maiores de Maputo e vende desde materiais de construção e peças de automóveis a refeições. Também serve de terminal para os semicoletivos (chapas). Devido à falta de espaço, muitos comerciantes recorrem aos passeios ou mesmo às estradas para vender os seus produtos. A polícia tem estado a travar uma guerra para os retirar de lá.
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Negócio de lenha
A venda de lenha não é comum noutros mercados. Mas em Xikhelene, Carlota Tembe, de 57 anos, que não quis ser fotografada, disse que trabalha neste negócio desde os seus 28 anos e que foi assim que educou e alimentou os seus filhos. O espaço que ocupava no mercado era pequeno, mas com o passar do tempo foi alargando o seu negócio.
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Esquina de tambores
No mercado de Xikhelene, todas as esquinas estão identificadas com uma marca. Neste local são vendidos estes tambores, cuja capacidade ronda entre os cinco a 200 litros. São maioritariamente senhoras que se dedicam a este comércio. A taxa diária paga por cada um dos vendedores é de 37 cêntimos de euro em todos os mercados.
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Mercado de construção
Localizado na parte mais a norte de Maputo, e também conhecido como Praça da Juventude, o mercado de Magoanine especializa-se na venda de areia grossa e fina, pedra, cimento e blocos para a construção. No local é possível ver camionetas carregando ou descarregando esses produtos.
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Os trabalhadores do estaleiro
No mercado de Magoanine, os trabalhadores destes estaleiros são maioritariamente jovens com idades entre os 17 e os 30 anos. Com este trabalho muitos deles alimentam as suas famílias, alguns pagam propinas e outros constroem as suas próprias casas. Além de blocos, este mercado oferece igualmente tanques para lavar a roupa.
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Mercado George Dimitrov ou Benfica
É outro grande mercado de Maputo. A foto mostra vendedores a fazer comércio nas bermas da Estrada Nacional 1 (EN1), devido à falta de espaço. O local é ainda um dos terminais rodoviários mais movimentados da capital e é alvo da ação de bandidos nas horas de ponta. Já houve várias operações policiais no sentido de retirar os vendedores dos passeios, sem sucesso.
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Madeira do centro do país
Muita madeira vinda do centro de Moçambique chega ao mercado George Dimitrov, onde trabalha muita gente especializada na arte de fazer portas, aros para portas e janelas e mobiliário. Os camiões que estacionam no local para o descarregamento da madeira muitas vezes dificultam o tráfego, criando enormes filas de carros nas primeiras horas da manhã.
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Monumental: O mercado da mecânica
Com o piso negro e escorregadio, por causa de lubrificantes que frequentemente são despejados no local, este é o maior mercado de peças de viaturas. Por causa do serviço realizado ali, diariamente uma quantidade de óleo queimado é drenada para o solo - um perigo para a saúde pública. O espaço circular ocupado pelos vendedores e mecânicos era utilizado para as touradas na era colonial.
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Arranjos e artigos de automóvel
Augusto Sitoe, de 27 anos, é mecânico no mercado Monumental há sete anos. Ele conta que muitas viaturas aparecem para ser reparadas. De facto, quando um carro chega ao local já é rodeado por mecânicos para os primeiros diagnósticos. E não só: também aparecem jovens que vendem alguns artigos para enfeitar o veículo, bem como outros especializados em bate-chapa e pintura.
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Vestuário
O mercado Compone está situado no fim da cidade de cimento e no início do bairro Polana Caniço. É especializado na venda de roupa e calçado em segunda mão. Antes da expansão de outros mercados, foi uma grande referência. Mas dada a exiguidade do espaço para o exercício da atividade, muitos preferiram instalar-se no vizinho mercado de Xikhelene.
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"Estrela Vermelha"
O Estrela Vermelha é o mercado informal do centro de Maputo. Há aqui muitos produtos são de origem duvidosa - eletrodomésticos, telefones, máquinas fotográficas, além de bebidas alcoólicas contrabandeadas. Os cidadãos que são vítimas de roubo costumam ir a este mercado para procurar os seus pertences. Além disto, a falta de higiene também preocupa as autoridades.
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De tudo um pouco
O mercado CMC é o mais novo dos mercados aqui mencionados e ganhou em pouco tempo o estatuto de um dos maiores de Maputo. Localiza-se mais a norte da cidade. Tal como outros mercados, exceto o Estrela Vermelha e a Praça da Paz, é também um terminal rodoviário dos chapas. Aqui há quase todos os produtos, destacando-se boutiques que vendem roupa nova a preços baixos, que variam de cinco a 15 euros.
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Mercado da Junta
É um dos mais antigos mercados, localizado no maior terminal rodoviário de Maputo e no histórico bairro de Chamanculo, na parte ocidental da capital. Ao longo da avenida Gago Coutinho pode-se ver gente a vender madeira, que é a bandeira deste mercado. São madeiras adaptadas para ser base para assentar congeladores, geleiras ou fogões. A ideia é não danificar a estrutura dos aparelhos.
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Bases de madeira
Jordão Macuvele tem 27 anos e trabalha neste negócio desde os seus 16 anos. Diz ele que, em média, consegue 15 euros por dia. O vendedor sustenta, assim, a sua família composta por sete pessoas. Segundo Macuvele, as bases de madeira também são adaptadas por artistas para servirem de sofás, mesinhas de centro e outro tipo de mobiliário.