1. Ir para o conteúdo
  2. Ir para o menu principal
  3. Ver mais sites da DW

Mpox: Cabinda confirma 264 casos e duas mortes

8 de setembro de 2026

Cabinda lidera os casos de mpox em Angola, com 264 casos confirmados, duas mortes e 37 pacientes internados. Autoridades reforçam a vigilância e preparam vacinação para 30 mil pessoas.

Epidemia de mpox na República Democrática do Congo
Cabinda lidera surto de mpox em AngolaFoto: picture alliance / ASSOCIATED PRESS

Cabinda lidera os casos de mpox em Angola, com 264 casos confirmados entre 381 notificações. 37 pessoas continuam internadas e duas morreram, segundo o mais recente balanço das autoridades sanitárias.

A primeira vítima foi uma mulher de 46 anos, que morreu na sexta-feira, 28 de agosto. A segunda morte ocorreu na quarta-feira, 2 de setembro. Tratava-se de uma pessoa de 37 anos, que também tinha uma infeção crónica e não resistiu às complicações associadas à doença.

A situação levou ao reforço da vigilância epidemiológica e à preparação de uma campanha de vacinação para travar a propagação do vírus.

"Cabinda, a nível do país, representa o centro de mpox, e sabe-se que a vacinação é um recurso importante no âmbito da imunização e prevenção da doença. Recebemos 30 mil doses para vacinar 30 mil pessoas", afirmou o secretário provincial da Saúde, Rúben Buco.

Transmissão local preocupa autoridades

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, esteve recentemente em Cabinda, apontando que a província partilha uma fronteira extensa e porosa com a vizinha República Democrática do Congo, facilitando a propagação da doença.

No entanto, segundo a ministra, a maioria dos pacientes não tem histórico de viagens, sendo os casos associados a situações de contacto físico próximo e relações sexuais.

Cabinda recebe 30 mil doses para travar a mpoxFoto: Dado Ruvic/REUTERS

Em resposta ao aumento de casos, o secretário provincial da Saúde anunciou o reforço das medidas de controlo em hospedarias consideradas de risco.

"Identificámos algumas hospedarias com condições higiénicas muito precárias, com o mesmo lençol há semanas. Desta forma, fica difícil fazer o corte da cadeia de transmissão. Por isso, seremos mesmo contundentes [e poderemos avançar para o] encerramento de muitas delas", alertou Rúben Buco.

Outra preocupação das autoridades sanitárias em Cabinda é o estigma enfrentado por pessoas afetadas pela mpox. Segundo as autoridades, alguns pacientes têm evitado procurar tratamento por receio de discriminação, o que pode agravar o seu estado de saúde e dificultar o controlo da transmissão.

As autoridades recomendam à população que mantenha as medidas de prevenção e procure assistência médica perante o aparecimento de sintomas compatíveis com a mpox. 

Cabinda recebe 30 mil doses para travar a mpox

A governadora provincial de Cabinda, Suzana Abreu, reconheceu que o combate à doença constitui um "desafio".

"Felizmente, temos agora connosco 30 mil doses da vacina, que vamos começar por administrar, prioritariamente, aos profissionais de saúde, para que aqueles que estão na linha da frente tenham proteção", anunciou.

Mpox: A Guiné-Bissau está preparada para lidar com o vírus?

04:08

This browser does not support the video element.

Saltar a secção Mais sobre este tema