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ConflitosIsrael

Netanyahu nega que Israel esteja a cometer genocídio em Gaza

26 de setembro de 2025

Israel exige a eliminação do Hamas e a libertação de reféns como condições para a paz em Gaza. Trump afirma que há acordos para libertar reféns.

EUA Nova Iorque 2025 | O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Assembleia Geral da ONU
Na ONU, Netanyahu defende eliminação do Hamas e acusa Irão de liderar 'eixo do mal'Foto: Angela Weiss/AFP/Getty Images

O primeiro-ministro israelita insistiu hoje na eliminação do Hamas e que o Irão está por trás dum "eixo do mal" que só acabará quando o regime mudar, criticando os países ocidentais que recentemente reconheceram o Estado da Palestina.

Na sua intervenção na 80.ª sessão da Assembleia Geral da ONU, Benjamin Netanyahu frisou que Israel "não cederá" às pressões internacionais e que não descansará enquanto não eliminar o auto-denominado movimento de resistência islâmico (Hamas) e trouxer para casa os 20 reféns vivos, do 48 que estão em poder do Hamas.

Hamas "será perseguido"

Netanyahu insistiu no apelo para o Hamas depor as armas e libertar todos os reféns, vivos ou mortos, "o mais rapidamente possível", pois, caso contrário, os militantes do movimento palestiniano "serão perseguidos".

"Se depuserem as armas e libertarem já todos os prisioneiros, a guerra acaba já hoje", afirmou o primeiro-ministro israelita, elogiando o apoio que tem recebido do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e criticando os países, entre eles Portugal, que recentemente reconheceram o Estado da Palestina.

Ontem, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, afirmou na Assembleia Geral das Nações Unidas que o que Israel está fazendo na Faixa de Gaza "não pode ser caracterizado como uma mera agressão, mas sim como um crime de guerra, contra a humanidade".

Abbas, que falou por videoconferência devido ao veto dos Estados Unidos ao seu visto para viajar para Nova York, afirmou que a população palestiniana enfrenta em Gaza "uma guerra de genocídio, destruição, inanição e deslocamento".

"Eles sitiaram um povo e destruíram mais de 80% das casas, escolas, igrejas, mesquitas e infraestruturas," disse Abbas, para quem a ofensiva israelense no território palestiniano "será lembrada como um dos capítulos mais trágicos do Século XXI".

Muitos delegados abandonaram Assembleia Geral da ONU antes do discurso do primeiro-ministro israelita Foto: Stefan Jeremiah/AP Photo/picture alliance

EUA garante consensos

Entretanto, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurou nesta sexta-feira (26.09) que um acordo entre Israel e o Hamas para a libertação dos reféns sequestrados pelo grupo islamista na Faixa de Gaza e o fim da ofensiva israelense está "muito perto".

"Acho que temos um acordo em Gaza, o acordo está muito perto. Será um pacto que trará de volta os reféns e porá fim à guerra", declarou Trump à imprensa antes de partir para um torneio de golfe em Nova York.

O Presidente norte-americano afirmou que o conflito de Gaza seria a oitava guerra à qual consegue pôr fim desde que regressou ao poder no último mês de janeiro.

Antes do discurso de Benjamin Netanyahu na Assembleia Geral da ONU, delegações de vários países abandonaram a sala em protesto, enquanto outras aplaudiam o dirigente israelita.  

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