1. Ir para o conteúdo
  2. Ir para o menu principal
  3. Ver mais sites da DW
ConflitosEstados Unidos

O que se sabe sobre os ataques dos EUA no Irão

bd | AFP | AP | Lusa | EFE | DPA
23 de junho de 2025

O ataque norte-americano contra três instalações nucleares no Irão levado a cabo no domingo (22.06) poderá redefinir o equilíbrio de forças no Médio Oriente.

Bombardeiro norte-americano B-2 Spirit
As ogivas lançadas pelos bombardeiros B-2 Spirit (na foto) foram concebidas para destruir instalações subterrâneasFoto: picture-alliance/dpa

Os EUA realizaram neste fim de semana um ataque contra instalações nucleares do Irão, entrando diretamente na campanha militar que Israel vem executando contra o regime de Teerão desde a semana passada.

Segundo o general norte-americano Dan Caine, a operação no Irão, apelidada de "Martelo da Meia-Noite", envolveu mais de 125 aeronaves, incluindo bombardeiros B-2 Spirit, mísseis Tomahawk e um submarino de mísseis guiados.

Os ataques norte-americanos a três instalações nucleares, de acordo com o general, causaram "danos severos". Um dos alvos foi  o complexo de Fordo, onde, segundo os especialistas, se pode enriquecer urânio a 60%.

Missão executada "com precisão cirúrgica"

"As avaliações iniciais indicam destruição significativa nos três locais. A missão foi executada com precisão cirúrgica", disse Dan Caine.

Nos ataques foram usados sete bombardeiros B2. Segundo os Estados Unidos, esta foi a maior operação com este tipo de aeronaves na história do país. No dia do ataque, alguns bombardeiros rumaram a oeste, sobre o Pacífico, como manobra de distração. Já os bombardeiros usados nos ataques seguiram para leste.

Operação "Martelo da Meia-Noite" envolveu mais de 125 aeronaves, incluindo bombardeiros B-2 Spirit, mísseis Tomahawk e um submarino de mísseis guiadosFoto: Planet Labs PBC/AP/picture alliance

As bombas usadas pelos B2 no Irão, conhecidas como GBU-57, conseguem penetrar até 60 metros debaixo do solo antes de explodir. São bombas que permitiriam atingir a central nuclear de Fordo, que foi construída estrategicamente no interior de uma montanha para ficar protegida de ataques aéreos.

"Danos muito sérios"

Será que a central, no subsolo, foi mesmo atingida? "Fordo sofreu danos muito sérios. Continuaremos até que a ameaça seja neutralizada", afirmou o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

O Irão disse esta segunda-feira (23.06) que houve um novo ataque à central subterrânea.

A Agência Internacional de Energia Atómica confirma, pelo menos parcialmente, as declarações de Netanyahu sobre os danos. Segundo Rafael Grossi, diretor-geral da agência, "é possível ver crateras no local de Fordo, a principal instalação do Irão para o enriquecimento de urânio, o que indica o uso de munições penetrantes de solo. Isso é consistente com as declarações dos EUA."

"Neste momento", acrescentou Grossi, "ninguém, incluindo a Agência Internacional de Energia Atómica, está em posição de avaliar completamente os danos subterrâneos em Fordo."

O Presidente dos EUA, Donald Trump, lançou um ultimato de "paz ou tragédia" ao Irão, na sequência dos ataques norte-americanos às instalações nucleares iranianasFoto: Carlos Barria/Pool/REUTERS

Comunidade internacional apreensiva

A comunidade internacional reagiu aos ataques norte-americanos com apreensão. A China apelou à contenção. A União Europeia (UE) alertou que o fecho do Estreito de Ormuz - como ameaçou o Irão em resposta - seria algo "extremamente perigoso".

Através de um porta-voz, o chanceler alemão, Frederich Merz, apelou ao Irão para "entrar imediatamente em negociações com os EUA e Israel e encontrar uma solução diplomática para o conflito".

Com os mercados em turbulência e o petróleo a disparar, o mundo observa, em suspenso, o desenrolar de uma crise que poderá marcar uma nova era de conflito global.

Das tarifas à mediação de conflitos: Trump está em todas

05:23

This browser does not support the video element.

AFP Agência de notícias
AP Agência de notícias
Lusa Agência de notícias
EFE Agência de notícias
Saltar a secção Mais sobre este tema