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PolíticaSão Tomé e Príncipe

PR são-tomense à espera remodelação do Governo

26 de outubro de 2023

O Presidente são-tomense diz que aguarda a remodelação do Governo anunciada pelo primeiro-ministro para definir solução do cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros que tem sido acumulado por outro membro do Governo.

São Tomé und Príncipe Staatspräsident Carlos Vila Nova
Carlos Vila Nova, Presidente são-tomenseFoto: Ramusel Graça/DW

"No momento próprio o senhor primeiro-ministro já anunciou que procederá a remodelação [do Governo] e eu avalizarei ou não de acordo com aquele que for os mecanismos que nós temos à disposição em termos constitucionais", disse Carlos Vila Nova.

O chefe de Estado são-tomense respondia à Lusa quando questionado sobre a solução para o cargo que tem sido exercido em acumulação pelo ministro da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares, Gareth Guadalupe, desde agosto, na sequência da demissão do anterior ministro dos Negócios Estrangeiros, Alberto Pereira.

"Neste momento temos um ministro que exerce a função acumulando com as suas e eu vejo que as coisas decorem com toda a normalidade", disse o Presidente são-tomense.

Questionado sobre se esta solução poderá durar muito tempo, o chefe de Estado disse que "não faz ideia" e que "em seu tempo tudo será feito".

Por outro lado, Carlos Vila Nova disse que vai visitar a sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, em Lisboa, ainda este ano, para se inteirar dos preparativos da presidência desta organização assumida por São Tomé e Príncipe em agosto.

"Eu próprio procurarei numa das minha primeiras ocasiões de estar na República portuguesa fazer uma vista oficial à sede da CPLP, me inteirar e começar a organizar as coisas, ver com os países que assumiram as anteriores presidências e em que quadro nós podemos juntar este tema que nós decidimos em São Tomé que é Juventude e Sustentabilidade, com a mobilidade, com o eixo financeiro que foi a Presidência de Angola", disse Carlos Vila Nova.

O chefe de Estado são-tomense adiantou que também estará em Angola dentro de três semana e vai aproveitar para analisar estes assuntos, assegurando que "há muita coisa que acontece sem que se saiba no dia-a-dia".

"O que acontece é que normalmente nós temos que fazer exercícios de acordo com o ano fiscal", precisou.