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PolíticaEstados Unidos

Trump tentou adulterar resultados na Geórgia

Richard Connor
4 de janeiro de 2021

Gravação revelada este domingo (03.01) pelo jornal The Washington Post envolve o Presidente cessante dos Estados Unidos, Donald Trump, em mais um escândalo.

USA Präsident Donald Trump
Foto: Saul Loeb/AFP

A poucos dias de deixar a Casa Branca, Donald Trump vê o seu nome no centro de mais uma polémica. O jornal The Washington Post revelou este domingo mais de uma hora de gravações de conversas entre Trump e o secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, nas quais Trump pedia ao republicano que "encontrasse" os votos necessários para reverter a vitória de Joe Biden  nas eleições presidenciais de novembro.

De acordo com o mesmo jornal, Trump repreendeu Raffensperger e outros oficiais alternadamente e implorou para que ele agisse e, perante a recusa, ameaçou o secretário de Estado com "vagas consequências criminais".

"O povo da Geórgia está irritado, o povo do país está irritado. E não há nada de errado em dizer, sabe, que recalculou", diz Trump em uma das gravações. Ao responder, Raffensperger diz: "Senhor Presidente, o desafio que o senhor tem é que os seus dados estão errados".

Perante os argumentos apresentados, Trump insistia: "Olha, tudo que eu quero é isso, é somente encontrar os 11.780 votos, que é um a mais do que temos, porque nós vencemos neste estado".

"Prova irrefutável"

A Associated Press citou o conselheiro sénior de Biden, Bob Bauer, dizendo que a gravação era "prova irrefutável" de Trump a pressionar e ameaçar um oficial do seu próprio partido para rescindir a contagem de votos certificada e legal de um estado e fabricar outra em seu lugar.

A Casa Branca recusou-se a comentar a reportagem. O escritório de Raffensperger também evitou falar com a imprensa.

Antes que o Washington Post publicasse seu relatório da ligação, Trump disse no Twitter que havia falado por telefone com Raffensperger sobre fraude eleitoral.

Alguns de mais ferrenhos aliados de Trump no Congresso americano anunciaram que pretendem opor-se à certificação do resultado das eleições o que poderá apenas atrasar a decisão da confirmação da vitória de Biden, sem força suficiente para a impedir.

Mesmo se Trump tivesse ganhado os 16 votos do Colégio Eleitoral que a Geórgia possui, ele ainda assim teria perdido a Casa Branca para Biden, que tomará posse a 20 de janeiro.

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