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Polícias suspensos após acidente com 24 mortos em Inhambane

21 de setembro de 2026

As autoridades moçambicanas suspenderam quatro polícias de trânsito afetos ao posto de fiscalização próximo do local onde ocorreu o acidente que matou 24 pessoas na província de Inhambane, no sul do país.

Posto da polícia trânsito em Moçambique (arquivo)
O chefe da polícia pede ações coletivas para travar mortes nas estradas (arquivo)Foto: Marcelino Mueia/DW

"Foram suspensos o chefe do grupo, que é o inspetor da polícia, mais o seu adjunto, que era o subinspetor da polícia, e mais dois agentes da polícia de trânsito que estavam de serviço no posto de Lindela", avançou hoje o comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Joaquim Sive, aos jornalistas, após visitar o local do acidente.

Uma viatura de transporte de passageiros embateu frontalmente contra um camião das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) na passada quinta-feira (17.09), por volta das 23:00 locais, na Estrada Nacional Número 1 (EN1), na localidade de Helene, província de Inhambane.

O acidente fez 24 mortos e dois feridos, com a polícia a apontar excesso de velocidade e falhas mecânicas entre as causas do embate.

O comandante da polícia adiantou que o veículo de passageiros terá passado já com a capacidade superlotada pelo posto de fiscalização rodoviária de Lidela, ao qual estavam afetos os quatro agentes suspensos.

"Percebemos que a viatura terá passado por um posto de controlo nosso e o mais próximo aqui é o de Lindela. Alguma situação deve ter ocorrido. Como puderam perceber que todos os carros devem ser fiscalizados e os dados que estamos a obter, a capacidade desta viatura é de 17 lugares, mas estavam dentro da viatura 24 cidadãos, temos nove a mais, e temos que calcular o que terá acontecido para que estas pessoas pudessem passar de pontos de controlo, sem que tivesse sido detetado", disse Joaquim Sive.

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"É uma questão de responsabilização"

O chefe da polícia admite que a suspensão não resolve o problema da sinistralidade rodoviária, pedindo ações coletivas para travar mortes nas estradas nacionais.

"Não estamos a dizer que é solução, é uma questão de responsabilização, não há de ser solução, obviamente não é. Há muito que temos que encontrar a solução e temos que a encontrar em conjunto para resolvermos o problema da segurança", disse Sive.

A Federação Moçambicana das Associações dos Transportes (Fematro) pediu uma "condução defensiva" após o grave acidente de viação, propondo integrar as equipas policiais de fiscalização para melhor controlar as transportadoras.

O Presidente Daniel Chapo lamentou a perda de vidas humanas num dos mais graves acidentes rodoviários registados este ano no país e defendeu a adoção de medidas que contribuam para reduzir a sinistralidade rodoviária.

A sinistralidade rodoviária continua a ser uma das principais causas de morte em Moçambique. Segundo dados oficiais, pelo menos 239 pessoas morreram e 1.112 ficaram feridas em 169 acidentes de viação registados no primeiro semestre deste ano.

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