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Desporto

Quem será "The Best"?

Rui Almeida
13 de setembro de 2018

Depois da UEFA, a FIFA: Cristiano Ronaldo, Luka Modrić e Mohamed Salah reencontram-se na corrida pelo título de melhor futebolista do planeta. Voltará o "capitão" croata a vencer o português e o egípcio?

Bildkombo - Mohamed Salah, Cristiano Ronaldo, Luka Modric

Há quem discorde. Há quem apoie. Mas o mundo do futebol une-se na expetativa da eleição dos melhores jogadores, a cada ano que passa. O prémio “The Best”, instituído pela FIFA após o final da parceria de longos anos com o semanário francês “France Football”, é anualmente o reconhecimento aos melhores praticantes do planeta, como resultado da votação de um painel de jornalistas ligados à modalidade, de todos os treinadores e capitães de seleções nacionais, e do público, que pode participar “online” no processo de escolha (valendo a sua opinião metade da ponderação final dos votos). 

Londres será o palco da divulgação do melhor jogador da temporada de 2017/2018, no próximo dia 24 de setembro, e, da lista inicial de dez jogadores, escolhida por um grupo de antigos futebolistas oriundos de cinco continentes, três são os finalistas. Os diamantes mais valiosos do “planeta futebol”. 

Cristiano Ronaldo (Portugal, Real Madrid e Juventus) 

Foto: Imago/Itar-Tass

Melhor marcador da última edição da Liga dos Campeões (com 15 golos) o jogador madeirense protagonizou a transferência mais sonante do defeso, ao trocar os espanhóis do Real Madrid pelos italianos da Juventus.  

Apostado em relançar a sua carreira, depois de ter brilhado em Inglaterra e Espanha, Cristiano tem somado prémios e distinções internacionais ao longo dos anos mas, curiosamente, perdeu para Luka Modrić, seu antigo companheiro de equipa no Real Madrid, o prémio de “Jogador do Ano da UEFA” respeitante à última temporada. 

Apesar do relativo insucesso da sua seleção no Mundial da Rússia, o avançado português sagrou-se tricampeão europeu com o Real Madrid, tendo igualmente vencido o Mundial de clubes com os “merengues”, disputado em dezembro de 2017 nos Emiratos Árabes Unidos. 

Agora a vestir a camisola da “vecchia signora”, Cristiano Ronaldo conta com uma carreira de sucessos coletivos e individuais, e venceu o prémio da FIFA para o melhor jogador do mundo nos últimos dois anos. 

Luka Modrić (Croácia e Real Madrid) 

Foto: Getty Images/AFP/P. Hertzog

Também aos 33 anos, o “capitão” da seleção da Croácia foi um dos esteios do seu país na caminhada até à final do Mundial, em Moscovo. Juntando esta proeza aos títulos europeu e mundial de clubes ganhos, em 2017/2018, com a camisola do Real Madrid, Luka Modrić surge nesta corrida como o mais direto rival do seu antigo companheiro de equipa, agora na Juventus. 

O médio croata atingiu esta época o patamar mais alto da sua longa carreira de 15 anos (desde o Zrinjski Mostar ao Real Madrid, passando pelo Inter Zapresić, pelo Dínamo Zagreb e pelo Tottenham), e está a iniciar o seu sétimo ano consecutivo com a camisola do gigante espanhol.  

Há seis edições eleito o melhor jogador croata, Modrić ganhou também a “Bola de Ouro” para o melhor da fase final do Mundial da Rússia, apesar da derrota da sua seleção, na final, frente à França.  

Para lá de Lionel Messi, nenhum outro futebolista terá estado tão perto, nos últimos largos anos, de rivalizar com Cristiano Ronaldo pelo título de melhor jogador do planeta. 

Mohamed Salah (Egito e Liverpool) 

Foto: Getty Images/AFP/G. Cacace

É o mais jovem dos três finalistas do prémio “The Best”. Com apenas 26 anos, Mohamed Salah ganhou especial notoriedade na sua passagem pela AS Roma, depois de ter atuado dois anos pelos suíços do Basileia e de ter sido emprestado pelo Chelsea à Fiorentina. 

Uma excelente carreira, em 2016/2017, pelo conjunto romano (com 31 jogos na Série A italiana e 15 golos marcados) despertou o interesse do Liverpool. Ao serviço dos “reds” as qualidades de Salah “explodiram”, com 34 golos em 40 jogos o ano passado. 

Participando na fase final do Mundial com o Egito, o seu “capitão” foi incapaz de evitar a campanha negativa dos “faraós” na Rússia, mas já tinha marcado a sua época com a presença nas meias-finais da Liga dos Campeões (em que o Liverpool foi afastado da prova pelo Real Madrid). 

Mohamed Salah tem ainda uma imensa margem para ganhar jogos, títulos e prémios individuais e, dos três finalistas, deverá ficar com a terceira posição na eleição do “The Best” deste ano. 

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