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Reatando laços: associação quer reunir moçambicanos com filhos que ficaram na Alemanha

9 de março de 2009

Antigos trabalhadores moçambicanos na Alemanha voltaram ao país de origem, deixando para trás seus filhos. Ou estão na Alemanha, sem a família moçambicana. A ponte poderá ser feita por uma nova associação.

Crianças brincam em vilarejo costeiro nas proximidades da cidade litorânea de Inhambane, em Moçambique.Foto: J. Sorges

No dia 24 de Fevereiro de 1979, a Ex-República Democrática da Alemanha (RDA) assinou um tratado com a então República Popular de Moçambique para um intercâmbio de trabalhadores moçambicanos. Vieram mais de 20.000 deles. Depois da queda do muro em 1989 e do colapso da economia da Alemanha comunista, a maioria voltou a Moçambique.

Mas permaneceram na Alemanha muitos filhos que nasceram de relações entre alemãs e trabalhadores moçambicanos. Uma boa parte dos jovens alemães perdeu o contacto com os seus pais.

Outro grupo são os moçambicanos que ficaram na Alemanha e que perderam o contacto com o Moçambique de hoje.

Agora, uma nova associação pretende fazer a ponte entre os dois países. Um projecto que foi apresentado no último fim-de-semana (28/02) em Berlim durante um seminário por ocasião dos 30 anos de trabalhadores moçambicanos na Alemanha.

Acompanhe o Contraste realizado por Johannes Beck. Ele falou com os dois organizadores da nova associação: o alemão Peter Steudtner, responsável pelo Comitê Coordenador Moçambique-Alemanha (Koordinierungskreis Mosambik - KKM), e o moçambicano Cláudio Tamele, que estudou sociologia em Berlim, e fez algumas observações junto à comunidade moçambicana na Alemanha.

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