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Relações bilaterais entre UE e África em destaque

Marta Barroso4 de abril de 2014

A cimeira UE – África, que terminou esta quinta-feira (03.04.), o surto de ébola, que começou na Guiné-Conacri, e o envio de três MiG-21 para Moçambique foram os temas africanos em destaque na imprensa alemã.

Presseschau
Foto: Fotolia

Terminou esta quinta-feira em Bruxelas, na Bélgica, a IV Cimeira União Europeia – África. Delegações europeias e africanas debateram formas de cooperação mais estreitas entre os dois blocos. O Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, pediu que houvesse uma parceria entre iguais e a chanceler alemã, Angela Merkel, enfatizou o papel cada vez mais importante de África.

“A União Europeia”, assim escreveu o Frankfurter Allgemeine Zeitung, “pretende dar um novo rumo à sua relação com África“. Dever-se-á tratar, segundo Durão Barroso, de uma “relação de respeito mútuo” e de acordo com Merkel, “dever-se-ão ver as oportunidades de África e não apenas os problemas”.

No encontro foram discutidas novas oportunidades de cooperação nas áreas económica, de migrações, sobretudo imigração illegal de África para a Europa, e emprego jovem. A reunião teve como tema "investir nas pessoas, na prosperidade e na paz" e visou desenvolver a estratégia comum adotada há sete anos, na cimeira realizada na capital portuguesa, Lisboa.

UE enviará tropas para a República Centro-Africana

Na cimeira de Bruxelas foram também abordadas questões ligadas às crises humanitárias em África, nomeadamente na República Centro-Africana.

A cimeira UE-África, que se realizou esta semana em Bruxelas, foi a maior do género até agoraFoto: Reuters

A este propósito, os participantes na cimeira UE-África manifestaram o seu apoio às autoridades de transição da República Centro-Africana pelos seus esforços em favor da paz e sublinharam o compromisso de uma resposta coordenada à situação.

A primeira decisão, que se prendeu precisamente com a situação em Bangui, fora já tomada mesmo antes do início da cimeira: “A UE autorizara oficialmente o envio de uma força militar” para o país, lembrou na quarta-feira (02.04) o Die Welt, na sua edição online.

Surto de ébola: mais de 100 infeções, segundo jornal

„Mais de 120 casos“ é este o título do artigo desta quinta-feira (03.04) no Berliner Zeitung sobre o atual surto de ébola na África Ocidental. “A OMS [Organização Mundial da Saúde] e [a organização] Médicos Sem Fronteiras discutem a dimensão do surto” escreve o diário da capital alemã.

Enquanto um porta-voz da OMS falou de um foco „relativamente controlável“ e alertou para que não se espalhe o pânico, os Médicos Sem Fronteiras consideram o surto “singular“. De acordo com a organização, este “poderá assumir uma dimensão jamais vista”.

Funcionários da organização Médicos Sem Fronteiras na Guiné-ConacriFoto: MSF

O surto da febre hemorrágica, considerada a doença mais perigosa do mundo, foi detetado inicialmente na Guiné-Conacri, onde já matou mais de 80 pessoas. Entretanto alastrou à vizinha Libéria e à Serra Leoa, onde já se registaram pelo menos cinco mortes, enquanto vários países da região estão a tomar medidas para prevenir a entrada da doença.

Como informa o Frankfurter Rundschau, num artigo da sua edição online de 3 de abril, o pensa-se que o surto tenha tido a sua origem numa região de floresta no sudeste da Guiné-Conacri: lá, uma espécie de morcegos é considerada uma especialidade culinária. Ora, esta família de morcegos “é, além dos chimpanzés, dos porcos-espinhos e dos antílopes, uma das species animais que pode transmitir o vírus”. Entretanto, assim continua o jornal de Frankfurt, o Governo de Conacri já proibiu o consumo de carne de animais selvagens no país, incluindo a popular sopa de morcego.

Aviões moçambicanos apreendidos na Alemanha

Também Moçambique foi tema abordado esta semana pela revista semanal Der Spiegel. Três aviões de combate MiG-21 foram apreendidos pelas autoridades alfandegárias da cidade de Bremerhaven, no norte da Alemanha. Segundo o Der Spiegel, os aviões tinham sido transportados em seis contentores por via férrea da capital romena, Bucareste, e deveriam seguir de barco para Moçambique. A revista explica que “o transporte foi feito sem as autorizações necessárias”. Daí que as autoridades locais tenham já “dado início a um processo contra a empresa romena responsável pelo envio dos aviões de guerra.

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