São Tomé: MLSTP com mais 367 votos do que ADI, avança CEN
28 de setembro de 2026
O Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP) conquistou mais 367 votos do que a Ação Democrática Independente (ADI) nas eleições legislativas de domingo, avançou esta segunda-feira (28.09) a Comissão Eleitoral Nacional (CEN).
Em conferência de imprensa para divulgar os resultados preliminares, o presidente da CEN, Jeudiger do Nascimento, recusou avançar o número de mandatos conquistados pelos partidos nos respetivos círculos eleitorais, afirmando que esta é uma competência do Tribunal Constitucional (TC).
Questionado pelos jornalistas, Jeudiger do Nascimento procurou esclarecer a razão da recusa em avançar com o número de mandatos conquistados pelos partidos no parlamento, que são assegurados pelo método de Hondt.
“A competência do apuramento dos mandatos é única e exclusivamente do Tribunal Constitucional. A Comissão Eleitoral faz a contagem, faz o apuramento parcial, divulga os resultados. O Tribunal da Primeira Instância está agora nos distritos a fazer o apuramento distrital e depois também, com base nesses dados, o Tribunal Constitucional fará o apuramento, a distribuição dos mandatos a nível dos partidos conforme os resultados obtidos”, sublinhou. Nessa altura, o TC “irá dizer exatamente quem ganhou as eleições legislativas”, concluiu o presidente da CEN.
Segundo a comissão eleitoral, dos quase 150 mil eleitores inscritos, só foram contabilizados 47.203 votos válidos, com o MLSTP a garantir 17.551 e a ADI 17.184. Já o Movimento Basta assegurou 4.410 e a coligação Movimento de Cidadão Independente/Partido de Unidade Nacional (MCI-PUN) 4.142.
A abstenção foi ligeiramente menor do que o valor recorde verificado nas presidenciais de julho (58,81%), mas ainda assim atingiu os 58,66%.
Presidente do MLSTP reivindica vitória
Um par de horas antes, o líder do MLSTP já declarara vitória nas eleições legislativas com mais de 26 eleitos.
“Quero agradecer ao povo de São Tomé e Príncipe por ter dado este voto de confiança ao MLSTP. Não vamos dececionar o nosso povo”, declarou Américo Barros, na sede do partido, em Riboque, na capital são-tomense.
“Os resultados apontam que o MLSTP estava mesmo a roçar uma maioria absoluta”, referiu o líder do MLSTP, que não vence eleições em São Tomé e Príncipe há mais de 24 anos.
Na presença de alguns militantes e dirigentes do partido, Américo Barros prometeu que vai cumprir todas as promessas feitas durante a campanha eleitoral e não dececionar o povo.
“Tudo que constituiu o programa do MLSTP, a nossa visão estratégica de transformação económica e social do país, visando eficiência e resultado, tudo faremos com a contribuição de todos”, declarou Barros.
Nas legislativas, concorreram quatro partidos com assento parlamentar: Ação Democrática Independente (ADI); Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP); a coligação Movimento de Cidadão Independentes/Partido de Unidade Nacional (MCI-PUN); e o Movimento Basta.
E outros três partidos sem assento parlamentar: o Partido de Convergência Democrática (PCD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM) e o recém-criado Movimento Político Nossa Terra.