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Guiné-Bissau: Sindicato denuncia expulsão de jornalistas

Lusa
7 de dezembro de 2023

Sindicato de Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (Sinjotecs) da Guiné-Bissau denuncia alegada expulsão de profissionais da rádio e televisão públicas por homens armados.

Symbolbild Funkhaus
Foto: Westend61/IMAGO

Em comunicado, o Sinjotecs relata situações que terão ocorrido na passada segunda-feira, na sequência da decisão do Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, de dissolver o parlamento e demitir o Governo.

Os profissionais da Radiodifusão Nacional (RDN) e da Televisão da Guiné-Bissau (TGB) relataram que homens armados entraram nas duas estações e obrigaram à sua saída.

Os dois órgãos tiveram as emissões suspensas, embora a TGB tenha retomado a emissão um dia depois.

Os profissionais da RDN relataram que o diretor-geral, Baio Danso, nomeado pelo Governo agora em gestão, foi informado pelo seu antecessor no cargo, Mama Saliu Sane, de que já não era o responsável da estação.

Desde terça-feira à noite, disseram à Lusa fontes da RDN, que Saliu Sane assumiu a direção da estação e Baio Danso deixou de comparecer nas instalações da rádio pública guineense, cujo edifício tem homens armados à entrada.

"O sindicato considera esta ação uma afronta à liberdade de imprensa e de expressão, e um atentado à segurança dos profissionais que se encontravam apenas a cumprir o seu dever laboral", refere o comunicado do Sinjotecs.

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"Campanha de ataques"

A organização dirigida pela jornalista Indira Correia Baldé exorta as autoridades para que aquelas situações não voltem a repetir-se a Guiné-Bissau, "Estado de direito democrático".

O Sinjotecs denuncia, igualmente, "uma campanha de ataques" aos profissionais nas redes sociais e apela à sociedade guineense e à comunidade internacional para que estejam atentas "às manobras" que visam restringir a liberdade de imprensa e de expressão no país.

Por outro lado, exorta os profissionais no sentido de promoverem e observarem as leis e a que desenvolvam um jornalismo de qualidade e equidistante de círculos de interesses.

A Guiné-Bissau vive um momento de tensão política que se iniciou na semana passada quando a Guarda Nacional retirou das celas da Polícia Judiciária (PJ) dois membros do Governo que estão a ser investigados pelo Ministério Público.

As Forças Armadas reagiram, no sentido de retirar os dois governantes do quartel da Guarda Nacional, fazendo-os regressar às celas da PJ, resultando, das trocas de tiros ocorridas, a morte de dois militares. O comandante da Guarda Nacional acabou detido.

O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, considerou a ação da Guarda Nacional tentativa de golpe de Estado e decidiu dissolver o parlamento, que acusa de ter estado do lado dos governantes investigados em vez de defender o interesse público.

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