Sissoco vai concorrer às presidenciais
29 de setembro de 2026
O ex-Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, afirmou à agência de notícias AFP que "será candidato à eleição presidencial", com o objetivo de restaurar o Governo civil na Guiné-Bissau, palco frequente de golpes de Estado.
O Exército tomou o poder poucos dias depois das eleições presidenciai, no final de novembro último, supostamente depondo Embaló e suspendendo o processo eleitoral.
Na altura, muitos observadores suspeitaram que Embaló tivesse orquestrado o golpe para travar um processo eleitoral que parecia estar a perder.
Sissoco "não assinou qualquer documento a renunciar ao poder"
A nova junta militar, estabelecida sob o comando do , um aliado próximo de Embaló, marcou as eleições presidenciais e legislativas para 6 de dezembro, destinadas a restaurar o governo civil. N'Tam disse à imprensa, quando questionado sobre o regresso de Embaló que "todo o guineense é livre de regressar ao seu país se não tiver nada de que se envergonhar. Mesmo aqueles que me insultam nas redes sociais podem regressar se quiserem".
Ativistas publicaram nas redes sociais que estão a planear o seu regresso no domingo (04.10).
"Legalmente, nada impede o regresso de Umaro Sissoco Embaló à Guiné-Bissau. Foi deposto do poder por um golpe de Estado", disse o analista político Malam Cissé à AFP, sublinhando que não "assinou qualquer documento a renunciar ao poder".