1. Ir para o conteúdo
  2. Ir para o menu principal
  3. Ver mais sites da DW
PolíticaEstados Unidos

Tiroteio em jantar de Donald Trump com jornalistas

Redação DW África AP, Reuters, AFP, Lusa
26 de abril de 2026

Tiroteio junto a jantar com Donald Trump em Washington levou à evacuação do evento. Suspeito foi detido e líderes mundiais condenaram o ataque e rejeitaram a violência política.

Agentes dos serviços de segurança no momento do ataque na Casa Branca
Oficiais da administração norte-americana entraram em ação rapidamente para travar homem armado que tentou aproximar-se da zona onde decorria a galaFoto: Tom Brenner/AP Photo/picture alliance

Os líderes das instituições europeias e vários chefes de Estado e de Governo condenaram este domingo (26.04) o tiroteio ocorrido na noite de sábado durante o jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, em Washington, nos Estados Unidos, onde se encontrava o Presidente norte-americano, Donald Trump.

O incidente levou à retirada imediata do chefe de Estado, da primeira-dama, Melania Trump, e de vários membros da administração, sem registo de feridos graves entre os presentes.

De acordo com as autoridades, um homem armado disparou no exterior do evento e tentou aproximar-se da zona onde decorria a gala. O suspeito foi detido no local e um agente dos serviços de segurança foi atingido, tendo sido protegido pelo colete à prova de bala e transportado ao hospital por precaução. O jantar acabou por ser cancelado e deverá ser reagendado.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, manifestou alívio por todos os participantes estarem em segurança, sublinhando que "a violência não tem lugar na política". Também o presidente do Conselho Europeu, António Costa, considerou o episódio "profundamente preocupante", posição partilhada pela presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola.

A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, destacou que um evento dedicado à liberdade de imprensa "nunca deveria tornar-se um cenário de medo". Entre os membros da administração retirados do local estavam o vice-presidente, JD Vance, e vários secretários de Estado, incluindo Marco Rubio.

O Presidente norte-americano afirmou que as autoridades continuam a investigar os motivos do atirador, que descreveu como um "lobo solitário", afastando, para já, uma ligação direta à crise internacional

A nível internacional, vários líderes expressaram solidariedade. O Presidente francês, Emmanuel Macron, classificou o incidente como inaceitável, enquanto a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, apelou à defesa da "civilização do diálogo". O chanceler alemão, Friedrich Merz, reforçou que decisões políticas devem ser tomadas "por maioria, não pela força das armas".

Também o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, condenaram o ataque, tal como o primeiro-ministro português, Luís Montenegro. Fora da Europa, líderes como Narendra Modi e Claudia Sheinbaum reiteraram que a violência não tem lugar em democracia.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, descreveu o episódio como uma "tentativa de assassínio" e afirmou ter ficado chocado com o sucedido, elogiando a rápida atuação das forças de segurança. Segundo informações preliminares, o suspeito, alegadamente um homem de 31 anos da Califórnia, terá agido sozinho e foi acusado de posse ilegal de armas e agressão.

Após o incidente, Donald Trump garantiu que o ataque não alterará a sua posição na guerra em curso contra o Irão, iniciada em fevereiro com o apoio de Israel. O Presidente norte-americano afirmou que as autoridades continuam a investigar os motivos do atirador, que descreveu como um "lobo solitário", afastando, para já, uma ligação direta à crise internacional.

Irão-Israel: O mundo pode pagar o preço desta guerra?

03:29

This browser does not support the video element.

Saltar a secção Mais sobre este tema