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ConflitosEstados Unidos

Trump diz não ter pressa em negociar com o Irão

12 de maio de 2026

Presidente dos EUA diz que não tem pressa em alcançar um acordo de paz com o Irão que não cumpra os objetivos da guerra no Médio Oriente. Trump acredita que o bloqueio naval lhes confere vantagem no diálogo.

EUA Washington D.C. 2026 | Donald Trump fala à imprensa na Casa Branca
Foto: Jen Golbeck/SOPA Images/Sipa USA/picture alliance

O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, afirmou esta terça-feira (12.05) no programa de rádio de Sid Rosenberg, próximo ao governante republicano: "Aniquilamos a Marinha deles, aniquilamos a Força Aérea deles. É apenas uma questão de tempo. Não temos por que apressar nada. Mantemos um bloqueio que lhes nega o acesso a qualquer tipo de dinheiro".

A trégua na guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israelcontra o Irão encontra-se no seu momento mais frágil, após o próprio Trump classificar como "totalmente inaceitável" a resposta de Teerão à proposta de paz de Washington, cujos detalhes são desconhecidos.

Atualmente, Washington mantém um bloqueio naval a portos e costas do Irão, através do qual já interrompeu a passagem de cerca de 65 navios comerciais e desabilitou quatro, segundo dados do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM).

Trump alertou nesta segunda-feira (11.05) que ocessar-fogo com o Irão é "incrivelmente frágil" e disse que, ao ler a resposta iraniana, sentiu que estava "perdendo tempo", apontando que a trégua em vigor desde 8 de abril está em "respiração assistida".

"Eles querem negociar e nos apresentam uma proposta estúpida; é uma proposta estúpida e ninguém a aceitaria. Apenas (o ex-Presidente Barack) Obama a teria aceite", disse.

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Mais ameaças de Trump

Trump declarou na semana passada que, se o Irão aceitasse as condições acordadas para a paz, daria por encerradas as operações militares e o bloqueio naval contra o Irão, mas ameaçou realizar ataques de maior intensidade caso Teerão não aceite o pacto.

"Se não aceitarem, os bombardeios começarão e serão, lamentavelmente, de um nível e intensidade muito maiores do que antes", assegurou.

O Presidente americano, que comunicou ao Congresso que a guerra contra o Irão terminou, anunciou na terça-feira passada a suspensão, a pedido do Paquistão, da operação militar iniciada um dia antes para facilitar a navegação pelo Estreito de Ormuz, interrompida pelo Irão como represália pela guerra.

De acordo com funcionários americanos, a decisão do Presidente baseou-se, na ocasião, nos avanços alcançados nas negociações com a mediação de Islamabad. 

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