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PolíticaMédio Oriente

Trump: Hamas tem 48 horas para aceitar plano de paz em Gaza

3 de outubro de 2025

O Presidente dos EUA anunciou hoje que concedeu ao Hamas um prazo até ao final do próximo domingo, para aceitar o plano de paz. Caso contrário, avisa que "o inferno vai explodir como nunca antes" contra o grupo islâmico.

USA Washington D.C. 2025 | Donald Trump empfängt Benjamin Netanjahu im Weißen Haus
Foto: Jim LoScalzo/CNP/AdMedia/picture alliance

Donald Trump apresentou na passada segunda-feira (29.09), um plano de 20 pontos que teria sido aceito pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que propõe o fim imediato da guerra, a libertação dos reféns do Hamas e a formação de um Governo de transição para Gaza, que seria supervisionado pelo Presidente americano e pelo ex-primeiro-ministro britânico, Tony Blair.

"Um acordo com o Hamas deve ser alcançado até as 18h. Todos os países assinaram o acordo! Se esse acordo de última hora não for alcançado, o inferno vai-se soltar, como algúem jamais viu, contra o Hamas", escreveu Trump na plataforma, Truth Social.

O mandatário afirmou que a maioria dos combatentes do Hamas "está cercada e militarmente encurralada", esperando que dê a ordem para executá-los.

Trump pediu para que os habitantes das áreas onde os membros do Hamas estão localizados "deixem imediatamente essa zona de morte em potencial para áreas mais seguras em Gaza".

O líder dos EUA acrescentou, no entanto, que o Hamas tem "uma última oportunidade" de aceitar o plano de Washington, que, segundo Trump, já foi aceite pelas "grandes, poderosas e ricas nações do Médio Oriente".

O acordo, que, segundo o Presidente dos EUA, trará paz à região após 3 mil anos, também "poupa a vida de todos os combatentes restantes do Hamas".

Trump exigiu que o Hamas aceite o plano e "liberte todos os reféns, incluindo os corpos dos mortos, já".

Mohammed Nazzal, membro do gabinete político do Hamas, disse em uma entrevista à emissora catariana "Al Jazeera" que o grupo responderia "em breve" à proposta do presidente dos EUA. Na terça-feira passada, Trump disse que o grupo tinha "três ou quatro dias" para responder.

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