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Ucrânia: Garantias de segurança ainda não foram debatidas

ad | com agências
26 de agosto de 2025

Uma semana após a cimeira que reuniu Presidentes dos EUA e Ucrânia e vários líderes europeus continuam as conversações em torno das garantias de segurança que a Ucrânia pediu e que, segundo Trump, Moscovo aceitou.

Ukraine 2025 | Präsident Wolodymyr Selenskyj
Foto: Thomas Peter/REUTERS

Esta segunda-feira (25.08), o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, discutiu com os chefes da diplomacia europeia os esforços em curso para uma "solução negociada duradoura" da guerra Rússia-Ucrânia, procurando coordenar posições. 

Contudo, Donald Trump afirmou que "ainda não foram discutidos" os detalhes das garantias de segurança que Washington e países europeus forneceriam à Ucrânia para deter novas invasões russas, após o fim da guerra. 

Segundo Trump, numa primeira fase, "a Europa vai dar-lhes garantias de segurança significativas, e devem fazê-lo, porque estão ali mesmo [ao lado]".

Mas o líder norte-americano acrescentou que os EUA também irão ajudar a Ucrânia.

"Estaremos envolvidos do ponto de vista do apoio. E acho que se conseguirmos um acordo — e acho que vamos conseguir — não acredito que vai haver muitos problemas. Mas vamos dar apoio, porque quero deixar de ver pessoas a serem mortas", disse.

Enviado especial dos EUA a Kiev, Keith Kellogg, garante queGoverno ucraniano está dedicado a pôr fim à guerraFoto: Ukrainian Presidency/Anadolu Agency/IMAGO

Também esta segunda-feira, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reuniu com o enviado especial dos EUA, Keith Kellogg.

Após o encontro, o general norte-americano garantiu que o Governo ucraniano está dedicado a pôr fim à guerra. Por sua vez, nas redes sociais, Zelensky explicou que foram também debatidas potenciais sanções económicas e outros meios de pressionar a Rússia a terminar o conflito.

A Rússia, pela voz do ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, acusou, entretanto, os países ocidentais de atrasarem as conversações para a paz.

"Eles estão apenas à procura de uma desculpa para bloquear as negociações”, afirmou Lavrov numa entrevista à emissora pública Rossya, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Lavrov também criticou a posição do Presidente ucraniano que "teima, impõe condições e exige, a qualquer custo, um encontro imediato" com Putin.

Enquanto não há reunião, a Rússia afirma ter atacado bases de drones ucranianas, enquanto a Ucrânia relata ter destruído equipamento russo na mais recente atualização do conflito que perdura desde fevereiro de 2022.

"A paz está a chegar"

No domingo, dia da Independência Nacional da Ucrânia, Volodymyr Zelensky afirmou, num discurso carregado de emoção, que a paz está a chegar.

"Somos fortes e não estamos sozinhos. A cada ano que passa nesta guerra, a pressão sobre a Rússia e as suas perdas reais aumentam. Sabemos que a paz está a chegar. A paz para a Ucrânia está cada vez mais perto", disse.

Espera-se que até quinta-feira, os aliados da Ucrânia apresentem as garantias de segurança. Até lá, o Presidente ucraniano tem reunido com mais líderes políticos, que prometem apoio.

Esta segunda-feira, o governo da Noruega anunciou mais um pacote de 7 mil milhões de euros de ajuda a Kiev para 2026. O Canadá e a Suécia também anunciaram novos acordos de ajuda aos ucranianos, concretamente com apoio militar.

A Alemanha também afirmou que o apoio à Ucrânia não vai desmoronar, com o vice-chanceler alemão, Lars Klingbiel, a anunciar um pacote de mais de 9 mil milhões de euros nos próximos anos.

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