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Da Frente Patriótica Unida ao confronto público?

6 de maio de 2026

Líder do PRA JÁ Servir Angola avança com ação judicial contra deputado da UNITA por acusações de alegada corrupção.

FPU – Frente Patriótica Unida
PRA-JÁ avança com ação contra deputado da UNITAFoto: Privat

O presidente do PRA JÁ Servir Angola (oposição), Abel Chivukuvuku, vai intentar uma ação judicial contra o deputado da UNITA (oposição) Adriano Sapinãla, que o acusou de envolvimento em alegados esquemas de corrupção, anunciou hoje o partido.

Em comunicado, o PRA JÁ Servir Angola refere que as recentes declarações públicas do político da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA, maior partido na oposição) atentam ao bom nome e imagem de Abel Chivukuvuku.

Para a organização política, legalizada em outubro de 2024, a intervenção de Sapinãla, que tiveram ampla disseminação nas redes sociais, revelam um comportamento político "desprovido de elevação, responsabilidade e sentido de Estado".

Entende o PRA JÁ que o deputado da UNITA e secretário provincial deste partido em Luanda "agiu de má-fé com linguagem de ataque pessoal, ódio declarado e premeditação, contribuindo para o agravamento da tensão política e para o empobrecimento do discurso político nacional. 

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32:58

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"Corrupção ativa"

No vídeo, Adriano Sapinãla defendeu a detenção de Abel Chivukuvuku por "corrupção ativa", ao relatar um episódio em que o presidente do PRA JÁ teria recebido, em 2022, caixas térmicas com elevadas somas monetárias.

"Vocês todos viram as caixas térmicas a rolar, eram imagens autênticas, então um político da dimensão do mano Abel só mesmo em Angola, e em África, onde ainda lhe legalizam o partido, porque aquilo é corrupção ativa (...). Os militantes do PRA JÁ não têm projetos, seguem apenas a figura de Abel Chivukuvuku", dizia, no vídeo.

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Chivukuvuku, no entanto, repudiou com veemência as referidas declarações e anunciou que instruiu o seu advogado a intentar a corresponde ação judicial contra o cidadão Adriano Sapinãla, "visando a reposição da verdade, a defesa do bom nome e a salvaguarda da dignidade da pessoa humana".

O partido fundado por Abel Chivukuvuku, político que abandonou a UNITA em 2012, diz ainda, na nota, estar comprometido com uma política baseada no respeito, no diálogo construtivo e na defesa intransigente dos interesses do povo angolano.

O PRA JÁ Servir Angola concorreu às eleições gerais de 2022, ainda como projeto político, integrada na plataforma política Frente Patriótica Unida (FPU), em que estavam igualmente a UNITA e o Bloco Democrático, cujos deputados ainda fizeram parte do grupo parlamentar da UNITA, que elegeu 90 deputados.

Após a legalização, Chivukuvuku e mais deputados do PRA JÁ abandonaram a FPU e suspenderam o mandato na Assembleia Nacional (parlamento) em janeiro de 2025.

A Lusa contactou o deputado Adriano Sapinãla, mas não obteve respostas.

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