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UNITA nega "perseguições" e promete congresso "inclusivo"

25 de setembro de 2025

A UNITA, principal partido da oposição angolana, nega as alegações de perseguição a possíveis candidatos à liderança do partido. À DW, Álvaro Chikwamanga fala em "especulação".

Álvaro Chikwamanga
O coordenador da comissão organizadora do XIV Congresso Ordinário, Álvaro Chikwamanga, garante que o XIV Congresso Ordinário, marcado para 29 e 30 de novembro em Luanda, será inclusivo e transparenteFoto: Privat

A UNITA refuta as alegações de perseguição a possíveis candidatos à liderança do maior partido da oposição angolana, considerando-as especulações sem fundamento.

Em entrevista à DW, o coordenador da comissão organizadora do XIV Congresso Ordinário, Álvaro Chikwamanga, garante que o congresso, marcado para 29 e 30 de novembro em Luanda, será inclusivo e transparente.

O também secretário-geral da UNITA assegura que será um momento de renovação democrática e de reafirmação do compromisso da UNITA, sublinhando também que, apesar do que considera serem especulações, o partido mantém-se estável.

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DW África: Como responde a UNITA às alegações de perseguição a possíveis candidatos à liderança e que medidas estão a ser tomadas para garantir que o Congresso seja organizado sem interferências?

Álvaro Chikwamanga (AC): O que estamos a fazer é a organizar bem o Congresso, ser transparentes em todos os atos conducentes aos atos preparatórios do Congresso e envolver todos os militantes do partido na organização deste evento.

Portanto, este é o segredo. Quanto ao resto, vivemos num país onde a política é difícil de se fazer e vamos tomar as medidas de vigilância para que esses que especulam depois não encontrem razão naquilo que andam aqui a dizer sobre o nosso Congresso.

Nós somos soberanos e os militantes são soberanos e, certamente, vão exprimir a sua vontade, tanto na reflexão e definição de programas para o futuro, como também na escolha daquele que há de ser o seu presidente nos próximos quatro ou cinco anos.

DW África: A UNITA mantém a tradição de múltiplas candidaturas. Como é que o partido está a lidar com estas tensões internas para garantir estabilidade no processo eleitoral?

AC: As pressões internas de que se fala não passam de especulações igualmente. Portanto, o partido está estável, os seus órgãos estão estáveis, as conferências vão ocorrer a todos os níveis da organização do país e do partido. Portanto, apelar à sua organização a nível do país e pronto.

O congresso contará com 1.251 delegados de todas as províncias angolanas e convidados do exteriorFoto: António Ambrósio/DW

Acredito que os militantes farão o melhor para não dar razão a essas especulações baratas. Portanto, o Congresso vai correr bem e nós estamos a convidar a comunicação social a acompanhar-nos, a sociedade a acompanhar-nos, para no fim fazermos o balanço de como foi o nosso Congresso.

Temos a certeza absoluta de que, lá no fim, havemos de fazer um balanço positivo sobre a realização deste nosso evento. Portanto, o XIV Congresso é histórico, porquanto em Angola não existiu outro partido que já tenha feito 14 congressos. Portanto, vamos defender este dado histórico que é muito importante para nós.

DW África: Acredita que as acusações de perseguição podem prejudicar a imagem da UNITA perante a sociedade angolana?

AC: Os angolanos também já estão habituados. O Congresso da UNITA tem suscitado muito interesse tanto por parte dos cidadãos como também daqueles que veem a UNITA como uma ameaça à sua hegemonia e, sobretudo, à sua manutenção no poder. Então, o que nós vamos fazer é trabalhar na base da transparência.

Na base da organização, muita dedicação e inovação para, no fim, termos um congresso que esteja à altura da dimensão e magnitude deste partido. Nisso estamos todos empenhados, militantes de todos os níveis. Estamos empenhados para que isso ocorra conforme o programado. 

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