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EducaçãoMoçambique

Violência nas escolas preocupa pais em Moçambique

21 de setembro de 2026

Agressões, intimidação e roubos nas escolas continuam a preocupar pais e encarregados de educação em Moçambique. Os episódios mais graves chegam à polícia e à Procuradoria, mas há muitos outros que ficam sem resposta.

Alunos numa escola em Moçambique (imagem de arquivo)
Tanto organizações da sociedade civil como o Governo disponibilizam canais de denúncia e materiais informativos para apoiar alunos vítimas de violênciaFoto: Sitoi Lutxeque/DW

Casos de agressões físicas, intimidação, roubo de material escolar e até de sapatos e sapatilhas de alunos são relatados com frequência nas escolasem Moçambique. 

Adriano conta à DW que o seu filho foi vítima de agressões repetidas numa escola da capital, Maputo: "O meu filho sofreu várias agressões. Trancaram-no na casa de banho, trancaram-no na sala e foi espancado. A professora entrou na sala e deu a aula como se nada tivesse acontecido."

Perante a situação, e sem resposta das várias instituições a que recorreu, este pai viu-se forçado a transferir o filho para outra escola. E continua à espera de respostas.

"A Procuradoria tem o nome das pessoas envolvidas e nada faz. Já esgotei todas as vias administrativas e judiciais. Recorri às instituições previstas na Constituição e continuo sem resposta", lamenta.

À lupa: Os desmaios coletivos nas escolas moçambicanas

16:05

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Casos graves exigem intervenção das autoridades

A coordenadora executiva do Movimento de Educação para Todos, Isabel Silva, entende que é nas escolas que grande parte dos casos de "bullying" e agressão contra alunos deve ser resolvida. Mas há casos graves que exigem a intervenção da polícia ou da Procuradoria.

"Caso a violência seja grave, é importante que as estruturas competentes sejam acionadas para poderem ajudar a solucionar, ajudar a corrigir, ajudar a orientar esta criança", defende.

Tanto organizações da sociedade civil como o Governo disponibilizam canais de denúncia e materiais informativos para apoiar crianças vítimas de violência.

Isabel Silva explica que há um grupo focal no Ministério da Educação que acompanha este tipo de situações: "Quando acontece uma situação de violência para uma determinada criança e chega ao nosso conhecimento através deste grupo de trabalho, nós conseguimos influenciar para que haja uma monitoria específica e acompanhamento dessa questão."

Por outro lado, em casa também é importante estar atento e não ficar em silêncio, refere Isabel Silva, porque, muitas vezes, os pais só se aproximam da escola depois de um incidente grave. "É importante que, primeiro que tudo, um pai tome esta preocupação e não espere que aconteça uma situação de violência", diz.

O acompanhamento regular dos alunos pode ajudar a prevenir muitos destes problemas.

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