Árbitro somali barrado nos EUA vai apitar Supercopa europeia
11 de junho de 2026
Eleito melhor juiz da África, Omar Artan foi impedido de entrar nos EUA para participar da Copa por suspeita de "vínculos com terroristas". UEFA diz que o escolheu por "respeito" e "excepcional trabalho".
Árbitro Omar Artan teria sido o primeiro da Somália a apitar uma Copa do MundoFoto: Ulrik Pedersen/CSM/ZUMA/picture alliance
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O árbitro somali Omar Artan, de 34 anos, impedido de entrar nos Estados Unidos para trabalhar na Copa do Mundo de 2026, foi escolhido nesta quinta-feira (11/06) pela União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) para apitar a Supercopa europeia.
A partida será disputada em 12 de agosto, na cidade de Salzburgo, na Áustria, entre o Paris Saint-Germain, campeão da Liga dos Campeões, e o Aston Villa, vencedor da Liga Europa.
Artan havia sido incluído no campeonato após ser eleito o melhor árbitro da África no ano passado. No entanto, foi barrado no sábado ao chegar ao Aeroporto Internacional de Miami.
"Futebol é feito para unir as pessoas"
Segundo comunicado da UEFA, a escolha foi tomada após conversas com a Confederação Africana de Futebol (CAF). Um acordo recente de cooperação entre as duas entidades prevê o fortalecimento de laços em diversas áreas, incluindo a arbitragem.
"O futebol é feito para unir as pessoas, e a UEFA deseja demonstrar seu respeito a Omar e ao seu excepcional trabalho como árbitro", afirmou o presidente da entidade europeia, Aleksander Ceferin.
A CAF também destacou o simbolismo da decisão. "Artan encheu de orgulho a Somália e todo o continente africano. Este é um grande reconhecimento, não apenas para ele, mas para os árbitros africanos em geral", disse o presidente da confederação, Patrice Motsepe.
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Recebido como herói em casa
Artan foi impedido de entrar nos Estados Unidos sob suspeita de vínculos com supostos integrantes de organizações classificadas como terroristas, segundo um representante do Departamento de Estado americano. A alegação o tornou inelegível para admissão no país.
Ele havia obtido um visto para viajar aos Estados unidos na semana anterior, segundo a embaixada somali no Quênia, que processara o pedido.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, comentou o caso na quarta-feira, durante coletiva no México. "É lamentável o que aconteceu, mas não controlamos tudo", disse. "Devemos respeitar que não podemos impor nossa vontade a governos e autoridades policiais", acrescentou.
Ao voltar para casa, o árbitro foi recebido como herói por uma multidão de apoiadores e agradeceu à FIFA e ao governo somali pelo apoio. Ele teria sido o primeiro da sua profissão no país a atuar numa Copa do Mundo.
ht/ra (EFE, AFP, AP)
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