Europa redesenha arquitetura de segurança em meio a dúvidas sobre a Rússia e pressão de Trump. Mas continente ainda compra muito dos americanos. Será que indústria nacional conseguirá se atualizar?
Tanques Leopard em linha de produção da alemã Rheinmetall: empresa especializada em defesa registrou alta de 36% no faturamento em 2024Foto: Fabian Bimmer/REUTERS
Isso ocorre em meio a temores renovados de um avanço russo sobre o leste da Europa e dúvidas sobre os compromissos dos EUA com a Otan e a aliança transatlântica.
No entanto, dados divulgados esta semana pelo Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri) mostram como será desafiador para a Europa dar conta de sua segurança sozinha.
Quase dois terços das armas importadas pelos membros europeus da Otan de 2020 a 2024 vieram dos EUA, um aumento significativo em relação aos 52% que os EUA representaram de 2015 a 2019.
Mais de 90% das importações de armas de Noruega, Suécia, Itália e Holanda vieram dos EUA, enquanto o número do Reino Unido foi superior a 80%. De 2015 a 2019, menos de 10% das armas importadas pela Alemanha eram dos EUA; de 2020 a 2024, essa parcela saltou para 70%.
"Temos a aliança da Otan há 76 anos, com os EUA como a principal potência militar e garantidora da segurança. Os países europeus se contentavam em depender da Otan e confiavam que os EUA cumpririam seus compromissos", resume Tim Lawrenson, membro associado do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos. "Os acontecimentos recentes levantaram sérias questões nas mentes europeias sobre se isso agora precisa mudar."
Tempo e dinheiro necessários para fechar a lacuna
Guntram Wolff, do think tank belga Bruegel, sediado em Bruxelas, diz que há um grau de interdependência entre as empresas de defesa americanas e europeias que não se reflete nos números.
"Muitos produtos são verdadeiramente produtos da Otan, construídos com componentes de muitos aliados", explica, apontando para o exemplo do caça Lockheed Martin F-35, um produto dos EUA construído com componentes e assistência de vários países europeus da Otan.
Caça americano F-35 faz parte da frota de defesa da Força Aérea dinamarquesa (foto de arquivo)Foto: BO AMSTRUP/Ritzau Scanpix/AFP via Getty Images
Entretanto, Wolff diz que as empresas de defesa europeias são especialmente vulneráveis quando se trata do fornecimento dos chamados "facilitadores estratégicos", como satélites.
"Se você falar sobre tanques e esses tipos de coisas, a diferença entre os EUA e a UE provavelmente não é tão grande", afirma. "No entanto, com relação aos 'facilitadores estratégicos', muito vem dos EUA, como helicópteros de transporte ou comunicações via satélite. Somos muito dependentes da infraestrutura e também dos produtos."
Tim Lawrenson diz que, para as nações europeias, tentar fechar a lacuna entre a quantidade produzida na Europa e a quantidade importada dos EUA envolve "custo e tempo significativos para expandir a capacidade industrial de defesa da Europa para os produtos existentes, bem como para desenvolver novos produtos, em particular para substituir as capacidades que atualmente são em grande parte fornecidas pelos EUA".
Isso também levanta a questão sobre se os governos europeus devem simplesmente comprar de onde puderem para resolver as lacunas o mais rápido possível ou se devem priorizar uma abordagem "Made in Europe" para reforçar o setor de defesa europeu.
A questão, portanto, é mais de tempo do que de capacidade. "Em três anos, será muito difícil para a Europa estar pronta por conta própria", alerta Wolff. "Mas, em cinco anos, o jogo será diferente."
"Em tempos normais, estamos falando de dois, três anos para produtos complexos, mas em tempos de maior pressão, esses prazos podem ser reduzidos um pouco, mas não muito", avalia Lawrenson.
A França e a Alemanha entraram em conflito sobre se os empréstimos de defesa da UE poderiam ou não ser gastos em equipamentos de fora do bloco, inclusive de membros europeus da Otan, como o Reino Unido ou a Noruega, que não fazem parte da UE.
A presidente da Comissão da UE, Ursula von der Leyen, disse que os empréstimos devem ser gastos na Europa, incluindo países como o Reino Unido, mas não fora do continente. "Esses empréstimos devem financiar compras de produtores europeus, para ajudar a impulsionar nosso próprio setor de defesa", disse ela ao Parlamento Europeu.
Friedrich Merz prometeu fazer "o que for preciso" para reforçar a defesa da EuropaFoto: Florian Gaertner/AP Photo/picture alliance
Alemanha desempenhará papel vital
Embora o setor aeroespacial e de defesa coletiva da Europa seja menor do que o dos EUA, ele não é pequeno. Em 2023, foi responsável por um faturamento de 316 bilhões de dólares (R$ 1.834 bilhões), em comparação com os 829 bilhões de dólares dos EUA (R$ 4.812 bilhões).
Há um otimismo considerável de que a Europa tem o know-how industrial e a capacidade de construir um setor de defesa de classe mundial, principalmente se as promessas de gastos governamentais no continente forem cumpridas.
A Alemanha é particularmente importante. O plano de Merz de isentar gastos com defesa do teto de endividamento do governo foi amplamente recebido como potencialmente transformador, e os especialistas acreditam que a maior economia da Europa está bem posicionada para atender à demanda. O impulso no setor de defesa pode até mesmo ajudar a tirar o país de seu mal-estar de desindustrialização.
Nesta quarta-feira (12/03), a fabricante alemã de armas Rheinmetall, a maior empresa especializada em defesa do país, informou ter tido um aumento de 36% em seu faturamento, de 7,2 bilhões de euros no ano anterior para 9,8 bilhões de euros em 2024 (de R$ 41,8 bilhões para R$ 56,9 bilhões). Considerando apenas os negócios militares, o crescimento foi maior, com as receitas subindo 50% em um ano.
"À medida que o setor de defesa crescer, ele oferecerá salários atraentes e atrairá trabalhadores de outros setores, inclusive da indústria automobilística", avalia Wolff.
Hans Christoph Atzpodien, gerente geral da Federação Alemã da Indústria de Segurança e Defesa, diz que as qualificações dos trabalhadores do setor automobilístico e de suprimentos do setor automobilístico geralmente atendem às exigências das empresas de defesa. No entanto, ele adverte que os requisitos de reciclagem e autorização de segurança podem retardar o processo.
"Os prazos para a emissão dessas autorizações não são nem de longe rápidos o suficiente para permitir uma rápida transição dessa mão de obra", afirmou.
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Cooperação europeia
Tim Lawrenson acredita que o movimento alemão de flexibilizar regras de endividamento público em favor de mais gastos com defesa poderia impulsionar os outros grandes atores da Europa, como a França e o Reino Unido, a fazer o mesmo.
"Se a Alemanha avançar com um grande aumento orçamentário, isso funcionaria como um forte catalisador para que os outros dois países fizessem mais. De certa forma, eles quase se sentiriam obrigados a tomar essas difíceis decisões."
Isso levanta a antiga questão sobre se os governos e as empresas de defesa da Europa podem se unir para o bem coletivo do continente.
"A cooperação no desenvolvimento e até mesmo na aquisição é realmente difícil no setor de defesa", diz Lawrenson. "Os países europeus acham mais fácil comprar sozinhos, e o sistema de vendas militares dos EUA facilita e agiliza a compra deles. Precisamos encontrar uma maneira de convencer os países a comprarem produtos europeus, seja isoladamente ou em conjunto, mesmo que não seja um produto desenvolvido de forma colaborativa."
Atzpodien concorda e continua otimista. Ele diz estar "convencido" de que será possível equipar as forças armadas da Europa, mas que isso depende menos das empresas e mais da "vontade política" de seus clientes, ou seja, dos governos nacionais.
O mês de março em imagens
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Monica Schipper/Getty Images via AFP
Marine Le Pen é condenada por fraude e é declarada inelegível
Líder da ultradireita francesa é considerada culpada por desviar recursos do Parlamento Europeu e impedida de se candidatar a cargos públicos. Decisão deve impedi-la de concorrer à Presidência em 2027, e pena também inclui prisão domiciliar e multa. Cabe recurso. Em reação, ultradireita europeia e governo de Donald Trump apoiaram Le Pen e acusaram tribunais de julgamento "político". (31/03)
Foto: Stéphane Geufroi/OUEST FRANCE/MAXPPP/IMAGO
Foguete alemão cai segundos após lançamento na Noruega
O primeiro foguete orbital lançado a partir da Europa continental caiu e explodiu cerca de 30 segundos após a decolagem em um voo de teste. A empresa alemã responsável pelo projeto, Isar Aerospace, defendeu o sucesso da investida. A Associação das Indústrias Aeroespaciais Alemãs aposta em empresas nacionais como alternativa à dependência europeia de tecnologia americana no setor espacial. (30/03)
Milhares protestam na Turquia contra prisão de oposicionista
Presidente Recep Erdogan assiste a maior onda de repúdio a seu governo desde as manifestações pró-democracia de 2013, no Parque Gezi. Mobilização persiste mesmo após regime deter quase 2 mil pessoas. Multidão contesta a prisão do prefeito e líder oposicionista, Ekrem Imamoglu, acusado de corrupção. Apoiadores defendem que acusações são infundadas e politicamente motivadas. (29/03)
Foto: Francisco Seco/AP Photo/picture alliance
Terremoto deixa centenas de mortos e feridos em Mianmar
Um forte tremor de magnitude 7,7 atingiu o centro de Mianmar, causando destruição em prédios e estradas. Ao menos 144 mortes foram confirmadas e mais de 700 pessoas ficaram feridas. A junta militar que governa o país, em guerra civil há quatro anos, pediu ajuda internacional. Na vizinha Tailândia, outras 10 pessoas morreram vítimas de desabamentos. (28/03)
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França e Reino Unido pressionam por forças de paz na Ucrânia
Após conversas com cerca de 30 líderes europeus em Paris, o presidente francês Emmanuel Macron divulgou planos para enviar tropas de "vários" países para a Ucrânia como forma de impedir uma nova invasão russa caso um acordo de cessar-fogo seja estabelecido. A decisão é rechaçada por países como Itália e Croácia, mas apoiada por Reino Unido e nações nórdicas. (27/03)
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Bolsonaro vira réu no STF por tentativa de golpe; penas em caso de condenação podem passar de 40 anos
Por unanimidade, a Primeira Turma do STF tornou réu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete aliados acusados de tramar um golpe de Estado: os ex-ministros Augusto Heleno (GSI); Anderson Torres (Justiça); Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira (Defesa); o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem; o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid. (26/3)
Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Palestinos protestam contra o Hamas em Gaza
Mobilização reuniu centenas de pessoas em Beit Lahia, cidade no norte da Faixa de Gaza destruída pela guerra. Vídeos em redes sociais registraram o que teria sido uma rara manifestação contra o grupo que controla o território desde 2007. Manifestantes exigiram a saída do grupo do poder e o fim da guerra contra Israel. (25/3)
Foto: AFP
Cerimônia marca 10 anos da queda de avião da Germanwings
Centenas de pessoas se reuniram nos Alpes franceses, perto do local da queda do voo 4U-9525 da companhia Germanwings, para homenagear 149 vítimas do desastre aéreo, causado propositalmente pelo copiloto da aeronave, há dez anos.
O Airbus A320 da Germanwings, uma antiga subsidiária Lufthansa, caiu em 24 de março de 2015, perto do pequeno vilarejo alpino de Le Vernet. (24/03)
Foto: CHRISTOPHE SIMON
Papa Francisco recebe alta e deixa hospital
O papa Francisco deixou o hospital Gemelli, em Roma, onde esteve internado por 38 dias devido a uma infecção respiratória, e voltou para sua residência, na Casa de Santa Marta, no Vaticano, após receber alta médica. Dezenas de pessoas e a mídia se reuniram nos portões do hospital para ver o pontífice deixar o local. (23/03)
Foto: Ettore Ferrari/ZUMA Press/IMAGO
Morre George Foreman, ícone do boxe
George Foreman, um dos maiores nomes da história do boxe, morreu aos 76 anos. Foreman foi campeão olímpico em 1968 e duas vezes campeão mundial dos pesos pesados - em 1973, aos 24 anos, e em 1994, quando tinha 45. Foreman teve uma carreira lendária no boxe entre as décadas de 1960 e 1990, estrelando lutas históricas contra Muhammad Ali e Joe Frazier. (22/03)
2024 foi o ano mais mortal para migrantes, diz ONU
Organização Internacional para as Migrações (OIM) contabilizou "ao menos" 8.938 pessoas mortas em rotas de migração em todo o mundo. E embora a Ásia lidere em número de vítimas (2,8 mil), a rota do Mediterrâneo, que leva à Europa, foi quase tão letal, com 2,4 mil mortos. Maioria morre no anonimato. (21/3)
Foto: Dan Kitwood/Getty Images
Com decreto, Trump avança rumo à "eliminação" do Departamento de Educação
Decreto assinado pelo presidente Donald Trump desmantela o Departamento de Educação dos EUA, deixando políticas escolares quase que totalmente nas mãos dos estados e de colegiados locais. "Vamos fechá-lo e vamos fazê-lo o mais rápido possível. Não está nos fazendo bem", disse o republicano. Ainda que eviscerada, extinção de fato da pasta depende de aval do Congresso.
Foto: Nathan Howard/REUTERS
Israel retoma ofensiva terrestre em Gaza
Famílias fugiram do norte da Faixa de Gaza para áreas mais ao sul, temendo por suas vidas depois que Israel pediu aos civis que deixassem áreas que descreveu como "zonas de combate". Os militares israelenses retomaram as operações terrestres no centro e no sul do território, enquanto um segundo dia de ataques aéreos matou pelo menos 38 palestinos. (19/03)
Foto: AFP via Getty Images
Astronautas voltam à Terra após 9 meses na ISS
Os astronautas Butch Wilmore e Suni Williams retornaram para casa em uma cápsula da SpaceX, depois que problemas técnicos prolongaram estadia original de uma semana na Estação Espacial Internacional. A dupla partiu da ISS ao lado de mais dois astronautas, o americano Nick Hague e o cosmonauta russo Aleksandr Gorbunov em uma cápsula da SpaceX. (18/03)
Foto: NASA TV/REUTERS
Doadores europeus prometem bilhões em ajuda para Síria
Em conferência liderada pela UE, doadores internacionais prometeram enviar 5,8 bilhões de euros para a Síria, enquanto Bruxelas planeja o alívio das sanções ao país árabe. A Alemanha prometeu 300 milhões de euros, enquanto a UE aumentou sua contribuição geral para cerca de 2,12 bilhões de euros. Os EUA, porém, não se mostraram dispostos a ampliar seu apoio. (17/03)
Foto: Nicolas Tucat/AFP
Dezenas morrem em incêndio em boate na Macedônia do Norte
Ao menos 59 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas após uma boate pegar fogo na cidade de Kocani. Cerca de 1,5 mil pessoas estavam no local, a maioria jovens. Segundo a imprensa local, o incêndio teria sido causado pelo uso indevido de fogos de artifício dentro do imóvel. (16/03)
Foto: Alexandros Avramidis/REUTERS
Tornados e temporais matam dezenas nos EUA
Temporais e vendavais violentos deixaram um rastro de destruição em áreas do centro e do sul dos Estados Unidos, matando ao menos 37 pessoas e deixando vários outros feridos. Dezenas de milhares de pessoas ficaram sem eletricidade. (15/03)
Foto: Lawrence Bryant/REUTERS
Canadá tem novo primeiro-ministro e encerra era Trudeau
Após dez anos de governo do canadense Justin Trudeau, Mark Carney, ex-presidente do Banco Central do Canadá, tomou posse como o 24º primeiro-ministro do país. Carney foi empossado cinco dias após membros do Partido Liberal canadense darem sua aprovação para que ele substituísse Trudeau como líder da legenda. (14/03)
Foto: Blair Gable/REUTERS
Putin diz favorecer cessar-fogo amplo, mas sob seus termos
O líder russo Vladimir Putin disse estar aberto em princípio a um cessar-fogo na Ucrânia, mas elencou várias condições antes de se comprometer com uma paralisação dos combates. Na sua primeira manifestação pública sobre a proposta de cessar-fogo de 30 dias imposta por Trump aos ucranianos, Putin disse que há ainda muitas "questões" a serem resolvidas. (13/03)
Foto: Maxim Shemetov/AFP
Putin visita Kursk
Acompanhado por notícias de que suas tropas estavam a caminho de expulsar os soldados ucranianos a Kursk, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, visitou pela primeira vez o local. Com a tomada na cidade fronteiriça russa, em 6 de agosto de 2024, Kiev havia adquirido uma moeda de troca em eventuais negociações de paz com Moscou. (12/03)
Foto: Handout/Kremlin.ru/AFP
Ex-presidente filipino Duterte é preso por ordem do TPI
O ex-presidente das Filipinas Rodrigo Duterte foi preso ao chegar ao Aeroporto Internacional de Manila, de acordo com uma ordem do Tribunal Penal Internacional (TPI) por supostos crimes contra a humanidade durante a batalha contra o narcotráfico empreendida pelo seu governo. (11/03)
Foto: Vernon Yuen/AP Photo/picture alliance
Colisão no Mar do Norte
Um navio de carga atingiu um petroleiro que transportava combustível de aviação para o governo dos EUA na costa leste do Reino Unido, no Mar do Norte, causando um grande incêndio em ambas as embarcações. Uma operação resgatou 37 tripulantes a bordo dos dois navios. Segundo o proprietário do navio cargueiro, um dos tripulantes está desaparecido. (10/03)
Foto: Bartek Smialek/dpa/picture alliance
Líder da Síria pede "unidade" após centenas de mortes
O líder da Síria, Ahmed al-Sharaa, pediu "unidade nacional” no país, após três dias de confrontos regionais sem precedentes desde a queda de Bashar al-Assad, que deixaram mais de mil mortos, em sua maioria civis alauítas. "Temos que preservar a unidade nacional, a paz civil, tanto quanto possível e, se Deus quiser, poderemos viver juntos neste país", disse Sharaa. (09/03)
Foto: Karam al-Masri/REUTERS
Russos lançam nova onda de ataques contra a Ucrânia
Bombardeios russos com mísseis deixaram mais de dez mortos e dezenas de feridosem áreas urbanas da Ucrânia durante a madrugada. Os ataques russos ocorreram após os EUA interromperam a ajuda militar e o compartilhamento de informações com Kiev (08/03)
Foto: Andrii Dubchak/REUTERS
PIB do Brasil cresceu 3,4% em 2024, de acordo com IBGE
Produto Interno Bruto (soma de bens e serviços produzidos pelo país) foi de R$ 11,7 trilhões, marcando o quarto ano consecutivo de crescimento do país, puxado principalmente pelo consumo das famílias. Desempenho, porém, ficou abaixo da projeção do mercado financeiro, que era de 4,1%. (07/03)
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
ONU: Direitos das mulheres recuaram em um quarto dos países
Quadro é reflexo de questões como o enfraquecimento das instituições democráticas, conflitos, crises humanitárias e mudanças climáticas, segundo relatório da ONU Mulheres. Ataques também acontecem por meio de atrasos na implementação de políticas para as mulheres. Secretário-geral da ONU, António Guterres alerta contra "normalização da misoginia". (06/03)
Foto: Paula Acunzo/ZUMAPRESS/picture alliance
Supremo dos EUA barra ordem de Trump para congelar ajuda externa
Pessoas no Zimbábue carregam sacas de alimentos da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), no mesmo dia em que a Suprema Corte dos EUA rejeitou a ordem do presidente americano, Donald Trump, de bloquear o pagamento de 2 bilhões de dólares a organizações de ajuda internacional, incluindo a Usaid. Decisão é revés para o republicano, que tenta desmantelar a agência. (05/03)
Foto: Privilege Musvanhiri/DW
União Europeia propõe plano de defesa de 800 bi de euros
Horas após os EUA suspenderem sua ajuda militar à Ucrânia, a Comissão Europeia apresentou um plano para mobilizar até 800 bilhões de euros para a defesa da Europa e ajudar a fornecer apoio militar "imediato" ao país invadido pela Rússia. O plano, batizado de "ReArm Europe" (ReArmar Europa), tem potencial de elevar consideravelmente os gastos militares da região e a ajuda a Kiev. (04/03)
Foto: Wiktor Dabkowski/ZUMA Press Wire/IMAGO
Sátira política no Carnaval alemão
A Segunda-feira das Rosas ("Rosenmontag") é a data mais importante do Carnaval do leste da Alemanha. Segundo a tradição, os carros alegóricos trazem críticas a políticos alemães e de outros países, como este que satiriza as atitudes dos líderes dos EUA e Rússia em relação à Ucrânia. (03/03)
Foto: Federico Gambarini/dpa/picture alliance
"Ainda Estou Aqui" conquista inédito Oscar de melhor Filme Internacional para o Brasil
"Ainda Estou Aqui" ganhou Oscar de Melhor Filme Internacional, um feito inédito para o Brasil. Também indicado ao prêmio principal de Melhor Filme, "Ainda Estou Aqui" não levou o prêmio, considerado o principal do Oscar. "Anora" foi agraciado na categoria e levou ainda três outras estatuetas: melhor diretor para Sean Baker, melhor roteiro original e melhor edição. (02/03)
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP
Europeus correm para tentar conter danos após bate-boca entre Trump e Zelenski
O Premiê britânico Keir Starmer recebeu Volodimir Zelenski um dia após fiasco de negociações com os EUA por um cessar-fogo. À exceção do húngaro Viktor Orbán, europeus reafirmaram apoio à Ucrânia, que insiste em garantias de segurança em caso de acordo com a Rússia. Chefe da Otan, porém, avisou que líder ucraniano precisa "dar um jeito" de reatar relações com Donald Trump. (01/03)