Donald Trump não é o primeiro presidente americano de olho em Cuba. Em 1848, os EUA tentaram comprar a ilha, sem sucesso. Mesmo assim, Washington manteve controle por muito tempo. Até a revolução de 1959.
Estados Unidos e Cuba são vizinhos com uma história longa, complexa e frequentemente antagônicaFoto: Ramon Espinosa/AP Photo/picture alliance
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"Acho que poderia fazer o que quisesse com ela". A fala recente de Donald Trump sobre Cuba mostra um desejo expansionista que não é novo. Em meados do século 19, os Estados Unidos já manifestavam seu interesse pela ilha.
Naquela época, Cuba ainda era uma colônia espanhola. Em 1820, Thomas Jefferson, principal autor da declaração de independência dos EUA e terceiro presidente do país (1801 a 1809), declarou que o governo deveria considerar anexar Cuba.
Três anos depois, o então secretário de Estado John Quincy Adams comentou: "Existem leis de gravitação tanto política quanto física; e se uma maçã arrancada pela tempestade de sua árvore nativa não tem outra escolha a não ser cair no chão, Cuba, separada à força de sua própria ligação antinatural com a Espanha e incapaz de se sustentar sozinha, só pode gravitar em direção à União Norte-Americana, que, pela mesma lei da natureza, não pode rejeitá-la de seu seio."
Mais do que apenas poder de influência: os EUA há muito tentam exercer controle direto sobre CubaFoto: Eric Kruszewski/Design Pics/picture alliance
Em 1848, o 11º presidente dos EUA, James K. Polk, ofereceu aos espanhóis 100 milhões de dólares por Cuba, mas a potência colonial europeia teria respondido que preferia afundar a ilha no mar. A Espanha queria desesperadamente manter a colônia, uma das poucas que ainda possuía.
Apenas seis anos depois, os EUA voltaram a insistir na tecla: seus diplomatas redigiram um documento secreto no qual reivindicavam o direito de tomar Cuba à força caso a Espanha continuasse a recusar sua exigência de vender a ilha. A ofensiva, no entanto, não prosperou.
A "maçã" está madura
Todos esses planos foram resultado da Doutrina Monroe, uma orientação de política externa enraizada na mensagem de 1823 do então presidente James Monroe às potências coloniais europeias de uma "América para os americanos".
A política externa do presidente americano James Monroe encontra eco nos objetivos expansionistas e intervencionistas de Donald TrumpFoto: AFP
Para todos os efeitos, essa mensagem defendia a soberania das jovens nações da América do Norte e do Sul. No entanto, os EUA haviam há muito tempo engatado sua marcha expansionista. Não seria lógico, então, finalmente colher aquela maçã que se encontrava a apenas 160 km da costa sul da Flórida?
Finalmente, em 1898, os EUA encontraram um pretexto para tomar a ilha. Os cubanos lutavam arduamente há anos para se livrar do domínio espanhol. Washington estabeleceu uma forte presença militar na ilha, argumentando que estava protegendo seus cidadãos. Como parte disso, o USS Maine, um navio de guerra da Marinha, ficou ancorado no porto de Havana por semanas.
A explosão do USS Maine matou 274 tripulantesFoto: The Print Collector/Heritage Images/picture alliance
Em 15 de fevereiro de 1898, uma enorme explosão rompeu o casco do navio e o fez afundar quase imediatamente. A culpa foi de um incêndio interno que atingiu a munição estocada? Ou os espanhóis teriam torpedeado o navio, como alegaram os EUA? Segundo o historiador Michael Zeuske, professor do Centro de Estudos sobre Dependência e Escravidão da Universidade de Bonn, a acusação nunca foi comprovada. Os EUA, no entanto, declararam guerra à Espanha.
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Cuba se torna um protetorado
A guerra durou quatro meses e terminou com a Espanha perdendo suas últimas grandes colônias: Porto Rico, Guam, Filipinas e Cuba. Os EUA finalmente assumiram o controle da ilha caribenha — mas ela não se tornou um estado. Isso se deve em grande parte ao senador americano Henry M. Teller, que se opôs à anexação de Cuba, supostamente para proteger a indústria açucareira de seu estado natal, o Colorado, da concorrência de Cuba.
No entanto, Cuba também não recebeu independência total. Os EUA se recusaram a retirar suas tropas a menos que o novo governo aceitasse as condições da "Emenda Platt". Os líderes cubanos tiveram que incluí-la na Cónstituição, explica Zeuske. A emenda definiria as relações futuras entre os dois países, permitindo efetivamente que os EUA tivessem voz ativa na política externa, na dívida nacional e na política de saúde, bem como para intervir militarmente e construir bases navais, como foi o caso base em Guantánamo, em operação até hoje.
Em 20 de maio de 1902, o regime militar dos EUA chegou ao fim e a República de Cuba empossou seu primeiro presidente. Mas, mesmo assim, Cuba continuou sendo um quase-protetorado de seu poderoso vizinho do norte. Os EUA eram movidos em grande parte por interesses econômicos: em 1926, empresas americanas controlavam cerca de 60% da indústria açucareira de Cuba. Investidores americanos também injetaram grandes quantias de dinheiro em hotéis, bares e cassinos em Havana.
O longo alcance da máfia
Em 1920, os EUA proibiram o álcool, e os turistas começaram a migrar para Cuba. Grupos do crime organizado seguiram logo em seguida. Cuba ficava perto o suficiente dos EUA para ser facilmente acessível, mas longe o suficiente para escapar de suas autoridades.
Havana tornou-se um importante centro de jogos de azar, tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e prostituição. Grupos criminosos dos EUA e o círculo em torno do líder ditatorial cubano Fulgencio Batista lucraram milhões. Batista mantinha laços estreitos com o chefe da máfia Meyer Lansky, que se tornou um importante parceiro de negócios e conselheiro informal.
Fulgencio Batista (à esquerda) com o chefe da máfia Meyer Lansky e sua esposaFoto: Public Domain
A Revolução Cubana e suas consequências
Enquanto as elites ficavam cada vez mais ricas, grande parte da população lutava contra a pobreza. Em 1953, Fidel Castro liderou uma insurreição inicial que foi esmagada pelas forças governamentais. Seu "Movimento 26 de Julho" posteriormente travou uma guerra de guerrilha que terminou em 1959 com a fuga de Batista do país.
"Castro inicialmente tentou manter um bom relacionamento com os Estados Unidos", explica Zeuske, mas as autoridades americanas demonstraram pouco interesse em negociar com um revolucionário socialista. Além disso, Castro ordenou a expropriação de refinarias e plantações de açúcar de propriedade dos EUA e aproximou-se da União Soviética.
Em 1960, o presidente Dwight D. Eisenhower impôs um embargo comercial a Cuba. Em 1961, exilados cubanos apoiados secretamente pela CIA tentaram desembarcar na Baía dos Porcos, na costa sul de Cuba, e derrubar o governo de Castro. A operação fracassou miseravelmente e se tornou um constrangimento público para os Estados Unidos. Os cubanos celebraram Castro à medida que ele fazia novas aproximações com Moscou, transformando Cuba em um Estado alinhado à União Soviética.
Fidel Castro com seus combatentes revolucionáriosFoto: Photoshot/picture alliance
Em 1962, a União Soviética instalou mísseis nucleares em Cuba, levando o mundo à beira de uma guerra nuclear. A crise terminou quando os soviéticos retiraram as armas em troca de uma promessa dos EUA de não invadir Cuba. Mas os esforços dos EUA para eliminar Castro continuaram, primeiro por meio de planos de assassinato e, posteriormente, por meio de esquemas envolvendo charutos envenenados, um traje de mergulho contaminado e um dispositivo explosivo disfarçado de concha do mar. Essas tentativas fizeram com que os cubanos se unissem ainda mais em torno de seu líder.
Cuba está prestes a cair?
Nas décadas seguintes, as relações entre os países melhoraram em dois momentos, sob os presidentes Jimmy Carter, no final dos anos 70, e Barack Obama, na década de 2010. Donald Trump posteriormente reverteu esse curso.
No início de janeiro, Trump afirmou que Cuba estava "pronta para cair" e aumentou a pressão sobre a ilha bloqueando seus suprimentos de petróleo estrangeiro, incluindo os da Venezuela, país amigo de Cuba, onde os EUA haviam tomado medidas militares. Em março, Trump acrescentou diante das câmeras: "Acho que terei a honra de tomar Cuba."
População em Cuba enfrenta situações cada vez mais frequentes de apagões Foto: Ramon Espinosa/AP Photo/picture alliance
A resposta cubana foi rápida: o vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío, disse à NBC News que o país era soberano e não aceitaria ser controlado por outro Estado.
A situação em Cuba continua tensa. O abastecimento de energia está precário, e apagões se tornaram comuns. O turismo diminuiu, o lixo se acumula nas ruas e alimentos estragam durante as quedas de energia.
"Quando se trata de liderança, das forças armadas e do controle territorial, Cuba é extremamente resiliente", diz Zeuske. "Ao mesmo tempo, as pessoas estão profundamente insatisfeitas com seu governo, especialmente com os cortes de energia. As condições continuam se deteriorando. Muitos jovens querem ir embora."
O mês de março em imagens
Veja alguns dos principais acontecimentos do mês.
Foto: Vahid Online/UGC
Quatro anos do massacre russo em Bucha, na Ucrânia
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, e a vice-presidente da Comissão Europeia, Kaja Kallas, seguram velas votivas durante evento em homenagem às vítimas dos assassinatos em massa cometidos pela Rússia em Bucha, na Ucrânia. O massacre, revelado em março de 2022, deixou pelo menos 1,4 mil civis mortos, entre eles 37 crianças. (31/03)
Foto: Volodymyr Tarasov/Ukrinform/IMAGO
Trump recua e autoriza Cuba a receber petróleo da Rússia
País recebeu navio russo transportando 730 mil barris de petróleo bruto – o primeiro em quase três meses, desde que a suspensão das importações de petróleo venezuelano por decisão do governo americano deixou a ilha comunista à beira do colapso. Passagem teria sido autorizada pela guarda marinha americana para evitar um eventual confronto armado com Moscou, segundo o "The New York Times". (30/3)
Foto: Norlys Perez/REUTERS
Baleia encalhada na costa alemã se liberta pela 2ª vez
A saga de uma baleia-jubarte que encalhou na costa do Mar Báltico, na Alemanha, continuou após ela conseguir se soltar de um banco de areia pela segunda vez. Apesar de já adoecida, ela tentava seguir seu caminho em direção ao Mar do Norte. Contudo, a jornada tem sido dificultada pelo estresse e cansaço do animal, que "ziguezaguea" no oceano. (29/03)
Foto: Daniel Bockwoldt/dpa/picture alliance
Milhares participam de protesto "No Kings" nos EUA
Após edições em junho e outubro de 2025, milhares de pessoas voltaram às ruas em uma nova rodada de protestos contra o presidente dos EUA, Donald Trump, acusando seu governo de retrocessos democráticos e autoritarismo. Mais de 3 mil atos foram convocados por todo o país e também na Europa. A Casa Branca desqualificou a iniciativa. (28/03)
Foto: Kerem Yucel/AFP
Bolsonaro deixa hospital e vai para prisão domiciliar
Condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, ex-presidente deixou a Papudinha em 13 de março, após ser internado com broncopneumonia em um hospital de Brasília. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que ele fique em casa por 90 dias para tratar da saúde. (27/03)
Foto: Vinicius Schmidt/Metropoles/AFP
ONU declara escravidão o mais grave crime contra humanidade
Em medida simbólica, mas histórica, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou uma resolução que classifica o tráfico transatlântico de escravos como o crime mais grave contra a humanidade e exige repatriação de artefatos culturais. A proposta de Gana foi apoiada por 123 países, incluindo o Brasil. Israel, EUA e Argentina votaram contra; Alemanha e outros 51 países se abstiveram. (26/03)
Foto: Bianca Otero/ZUMA/picture alliance
Brasil apresenta caça que atinge duas vezes a velocidade do som
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva batizou, com um champanhe, o primeiro caça supersônico desenvolvido no Brasil. O F-39E Grippen foi exibido no aeródromo da Embraer, em Gavião Peixoto (SP). A aeronave foi produzida pela própria Embraer, em parceria com a sueca Saab, e alcança uma velocidade de até 2,4 mil quilômetros por hora, o dobro da velocidade do som. (25/03)
Foto: Andre Penner/AP Photo/picture alliance
Argentina luta por justiça 50 anos após início da ditadura
Uma multidão tomou a Praça de Maio, em Buenos Aires, para honrar as vítimas da ditadura militar argentina, iniciada exatos 50 anos antes. Até hoje, familiares de desaparecidos lutam por justiça. Enquanto isso, o atual presidente, Javier Milei, é acusado por opositores de tentar justificar o terror de Estado ao equipará-lo à violência cometida por guerrilheiros de esquerda. (24/03)
Foto: Luis Robayo/AFP
Morre o ex-primeiro-ministro francês Lionel Jospin
O ex-primeiro-ministro francês Lionel Jospin morreu aos 88 anos. Jospin exerceu o cargo de chefe de governo de 1997 a 2002 e foi primeiro-secretário do Partido Socialista de 1981 a 1988 e de 1995 a 1997. Também concorreu, sem sucesso, às eleições presidenciais de 1995 e 2002. (23/03)
Foto: Stephane Lemouton/SIPA/picture alliance
Partido de Merz ganha eleições regionais
Conservadores da União Democrata Cristã (CDU), do chanceler Friedrich Merz, venceram as eleições no estado da Renânia-Palatinado, no sudoeste da Alemanha, à frente do Partido Social-Democrata (SPD), que governa a região desde 1991. A sigla de ultradireita Alternativa para a Alemanha (AfD) mais que dobrou seu resultado de 2021 e deve se tornar a terceira maior bancada no Legislativo local. (22/03)
Foto: dts Nachrichtenagentur/IMAGO
Irã lança ataque contra base no Oceano Índico
O Irã lançou dois mísseis contra Diego Garcia, uma ilha no Oceano Índico que abriga uma base militar do Reino Unido e dos EUA, segundo informação do "Wall Street Journal". O governo britânico condenou o que chamou de "ataques irresponsáveis" após a tentativa malsucedida de atingir a base. Não está claro quão perto os projéteis chegaram da ilha, que fica a cerca de 4 mil quilômetros do Irã. (21/03)
Foto: Pictures From History/imageBROKER/picture alliance
Ataques matam lideranças da Guarda Revolucionária do Irã
A Guarda Revolucionária do Irã confirmou que seu porta‑voz, Ali Mohammad Naini, foi morto em ataques dos Estados Unidos e de Israel, marcando mais uma baixa de alto escalão no conflito. O regime iraniano classificou a morte como "um ato terrorista traidor às vésperas do último dia do Ramadã", de acordo com um comunicado divulgado pela mídia local. (20/03)
Foto: Tasnim
Belarus liberta presos políticos em troca de fim de sanções
O governo de Belarus libertou 250 prisioneiros políticos como parte de um acordo com os EUA, que tem como contrapartida a suspensão de sanções por parte de Washington. A medida ocorreu após um encontro do presidente belarusso, Alexander Lukashenko, que governa o país desde 1994, com um enviado de Trump. Segundo ONGs, há ainda cerca de mil presos políticos em Belarus. (19/03)
Foto: BNS/IMAGO
EUA aliviam sanções à Venezuela em meio à crise do petróleo
Departamento do Tesouro dos EUA flexibiliza sanções para permitir que empresas americanas realizem negócios com a estatal venezuelana PDVSA. Governo de Donald Trump tenta aumentar o fornecimento mundial de petróleo após os danos provocados ao comércio global pela guerra com o Irã. (18/03)
Foto: Matias Delacroix/AP Photo/picture alliance
Irã confirma morte de Ali Larijani, figura central do regime
O Irã confirmou a morte de Ali Larijani, chefe do Conselho Superior de Segurança do país, que havia sido anunciada pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz. Ele era considerado a principal figura por trás da violenta repressão do governo iraniano aos protestos no país. A morte de Larijani é mais importante desde o assassinato do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei. (17/03)
Foto: Marwan Naamani/ZUMA/IMAGO
"Uma Batalha Após a Outra" vence Oscar, e Brasil sai sem prêmio
"Uma Batalha Após a Outra", de Paul Thomas Anderson, foi o grande vencedor do Oscar de 2026, levando prêmio de melhor longa-metragem e mais cinco estatuetas no fim do domingo. Na categoria de Melhor Filme Internacional, o brasileiro O Agente Secreto não conseguiu repetir o sucesso do ano passado, quando venceu Ainda Estou Aqui. O Brasil saiu sem prêmios, apesar do recorde de indicações. (16/03)
Foto: Patrick T. Fallon/AFP
Comícios de Orbán e de opositor reúnem multidões na Hungria
Milhares participaram de marchas rivais organizadas pelo premiê húngaro Viktor Orbán e seu principal opositor, Peter Magyar, em Budapeste. Ambos impulsionam acusações de interferência estrangeira a um mês das eleições parlamentares do país. Orbán retrata o líder da oposição como um "fantoche" de Bruxelas, enquanto Magyar acusa o premiê de depender de Moscou para permanecer no poder. (15/03)
Morre o filósofo alemão Jürgen Habermas, aos 96 anos
Um dos mais influentes pensadores do século 20, Habermas morreu em Starnberg, onde vivia desde 1971. Fiel ao seu ideal cosmopolita de uma democracia aberta, ele permaneceu ativo até os últimos anos, intervindo regularmente no debate público alemão. Defendeu o direito ao asilo durante a crise migratória de 2015 e uma UE unificada diante do avanço do populismo de direita e do nacionalismo. (14/03)
Foto: Louisa Gouliamaki/AFP/Getty Images
Assessor de Trump que visitaria Bolsonaro tem visto revogado
Itamaraty justificou medida afirmando que diplomata mentiu sobre agenda no Brasil, e alertou STF sobre risco de "indevida ingerência" em assuntos internos. Darren Beattie supostamente visitaria ex-presidente na prisão e encontraria Flávio, pré-candidato ao Planalto em 2026. (13/03)
Foto: Luis Nova/AP Photo/dpa/picture alliance
Lula zera impostos sobre diesel em reação à guerra no Irã
Medida será acompanhada do aumento de subsídios a produtores e importadores do combustível e de maior taxação do petróleo nacional que é vendido ao exterior. Com isso, expectativa é baratear o diesel em R$ 0,64 por litro. Objetivo é conter uma escalada generalizada da inflação em meio à disparada do petróleo. (12/03)
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Bomba da 2ª Guerra força evacuação recorde em cidade alemã
Autoridades de Dresden evacuaram 18 mil pessoas após a descoberta de uma bomba não detonada da Segunda Guerra Mundial, a maior operação desse tipo já realizada na cidade. O explosivo de fabricação britânica foi desativado após duas horas de trabalho das equipes de segurança. Foi o quinto artefato encontrado durante obras de reconstrução de uma ponte. (11/03)
Foto: Robert Michael/dpa/picture alliance
Chefe da UE anuncia plano para ressuscitar energia nuclear
Num aceno à expansão do uso da energia nuclear, a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou um fundo de 200 milhões de euros (R$ 1,2 bilhão) para estimular o setor. Ela chamou a redução da indústria de "erro estratégico". Ativistas do Greenpeace interromperam a cúpula sobre o tema, criticando a importação de urânio enriquecido russo pela França e outros países europeus. (10/03)
Foto: Dimitar Dilkoff/AFP
Barril de petróleo ultrapassa os 100 dólares pela 1ª vez desde 2022
Crise no Oriente Médio fez o preço do petróleo ultrapassar a barreira dos US$ 100 pela 1ª vez desde o início da guerra na Ucrânia. O valor do Brent atingiu os 114 dólares por barril (159 litros) no início do pregão. Os preços recuaram após a notícia de que alguns Estados-membros do G7 estariam considerando a liberação de reservas estratégicas para aliviar a pressão sobre os mercados. (09/03)
Foto: Scott Olson/Getty Images/AFP
Apoiadores dos Verdes comemoram resultado em Baden-Württemberg
Sede da indústria automobilística da Alemanha, o estado de Baden-Württemberg viveu uma corrida eletrizante na eleição para o governo local. Após o partido conservador CDU liderar as pesquisas de opinião por várias semanas, as primeiras projeções após o fechamento das urnas deram a vitória aos Verdes. A confirmação do resultado seguiu acirrada até os últimos momentos. (08/03)
Foto: Wolfgang Rattay/REUTERS
Tornados deixam rastro de destruição nos Estados Unidos
O estado de Michigan foi atingido por uma onda de tempestades que deixou mortos, feridos e destruiu cidades. Quatro pessoas morreram na região, que decretou estado de emergência. Mais quatro morreram em Oklahoma. Tempestades da primavera ocorrem normalmente durante aquilo que é conhecido como "época dos tornados", que geralmente começa em diferentes alturas e em diferentes partes dos EUA. (07/03)
EUA e Venezuela concordam em restabelecer laços diplomáticos
Os Estados Unidos e Venezuela concordaram formalmente em restabelecer laços os diplomáticos que estavam rompidos desde o início de 2019. A decisão representa um novo e contundente passo no processo de cooperação entre os dois países iniciado após o governo de Donald Trump capturar Nicolás Maduro. (06/03)
Foto: Julio Urribarri/Anadolu/picture alliance
Países europeus reforçam missão militar no Chipre
Após Grécia, França e Reino Unido anunciarem o envio de militares ao Chipre na esteira de um ataque de drone iraniano a uma base aérea britânica no país insular, Itália, Espanha e Holanda juntaram-se ao grupo. Também nesta quinta-feira, Paris confirmou ter autorizado a presença "temporária" de aeronaves americanas em bases francesas no Oriente Médio. (05/03)
Foto: Johan Nilsson/TT NEWS AGENCY/picture alliance
EUA afundam navio de guerra iraniano perto do Sri Lanka
Ambulância com marinheiros resgatados entra em hospital no Sri Lanka, após submarino americano afundar navio de guerra iraniano no Oceano Índico. O país registrou o resgate de 32 tripulantes da fragata Iris Dena, mas outros 148 estavam desaparecidos, com poucas esperanças de serem encontrados. O vice-ministro do Exterior do Sri Lanka afirmou que ao menos 80 morreram no incidente. (04/03)
Foto: AFP/Getty Images
Trump agradece a Merz por "ajuda" da Alemanha com o Irã
O presidente dos EUA, Donald Trump, recebeu o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, na Casa Branca. Trump agradeceu à Alemanha por permitir o acesso de forças americanas a bases no país e
Merz, por sua vez, afirmou que a Alemanha e os EUA compartilham o desejo de se livrar do atual regime iraniano. "Estamos em sintonia em termos de acabar com este regime terrível no Irã", disse. (03/03)
Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP
Ataques de Israel no Líbano ampliam conflito no Oriente Médio
Em resposta aos lançamento de foguetes contra Israel pelo grupo xiita libanês Hezbollah, militares israelenses atacaram alvos no Líbano. Na madrugada anterior, três caças americanos foram abatidos por engano pelas defesas aéreas do Kuwait (foto), país aliado da Casa Branca, e um drone iraniano caiu na pista de pouso de uma base militar britânica no Chipre. (02/03)
Foto: Social Media/REUTERS
Retaliação iraniana atinge países do Golfo em 2º dia de conflito
Israel lançou uma nova onda de ataques contra Teerã e o Irã retaliou com barragens de mísseis contra o território israelense, além de alvejar petroleiros e tentar atingir o porta‑aviões americano USS Abraham Lincoln. Ao menos seis países do Golfo também foram atingidos. Três pessoas morreram nos Emirados Árabes Unidos e uma no Kuwait. (1º/03)